Domingo, 01 de Março de 2026

Home em foco Com estoque de defesa antimíssil em baixa, Israel enfrenta riscos maiores em novo conflito com Irã

Compartilhe esta notícia:

O sofisticado sistema de defesa antimísseis de Israel, estruturado em múltiplas camadas e reconhecido por proteger a população contra ameaças aéreas, pode enfrentar um teste decisivo caso o país entre em um novo conflito com o Irã. Após a guerra de 12 dias travada em junho do ano passado, os estoques de interceptadores de mísseis balísticos israelenses foram significativamente reduzidos, aumentando a preocupação com a capacidade de resposta em caso de novos ataques. O mesmo ocorreu com o arsenal americano de mísseis antibalísticos lançados da terra e do mar, que funcionou como um escudo adicional crucial para Israel.

Isso deixa um problema matemático preocupante à medida que o Oriente Médio se aproxima de um novo conflito: se os mísseis voltarem a ser disparados, forças israelenses e americanas conseguirão localizar rapidamente os lançadores inimigos e destruir projéteis suficientes ainda no solo antes que suas próprias defesas aéreas fiquem sem interceptadores?

Embora o sistema Domo de Ferro seja talvez o componente mais conhecido da defesa aérea israelense, ele é projetado para interceptar foguetes de curto alcance, como os disparados pelo Hamas. Outros sistemas são mais relevantes em um eventual conflito com o Irã ou com o Hezbollah, no Líbano.

O sistema David’s Sling, ou Funda de Davi, intercepta mísseis de médio a longo alcance que não atingem altitudes muito elevadas. Já o Arrow 3, desenvolvido em conjunto pela Boeing e pela Israel Aerospace Industries (IAI), é empregado contra mísseis balísticos de longo alcance, interceptando-os acima da atmosfera terrestre.

Os Estados Unidos ajudaram a defender Israel durante o conflito com o Irã, em junho, com duas baterias terrestres do sistema de Defesa Terminal de Área de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês) e com vários destróieres equipados com sistema Aegis, cujo arsenal inclui mísseis antibalísticos SM-3.

As defesas aéreas dos dois aliados operaram lado a lado e de forma integrada, segundo relatos, com resultados expressivos. Dos 574 mísseis balísticos lançados pelo Irã, apenas 49 atingiram alvos relevantes, de acordo com relatório do Jewish Institute for National Security of America (JINSA), centro de pesquisas sediado em Washington. Alguns mísseis iranianos falharam ou caíram em áreas abertas.

Israel e Estados Unidos tentaram interceptar 322 mísseis iranianos e conseguiram neutralizar 273, uma taxa de sucesso de 85%.

Mas os 100 a 250 interceptadores THAAD lançados pelos Estados Unidos representaram entre 20% e 50% de todo o estoque do Pentágono, enquanto os 80 mísseis SM-3 utilizados equivaleram a quase um quinto do arsenal disponível no fim de 2025, segundo relatório de dezembro do Center for Strategic and International Studies.

“Foi um esforço defensivo impressionante, mas também mostrou que nossos estoques básicos eram baixos demais”, afirma Ari Cicurel, autor do relatório do JINSA.

O Irã se adaptou ao longo do conflito de junho de 2025, passando a lançar mísseis de posições mais a leste e explorando falhas na defesa israelense com salvas menores, porém mais frequentes e em diferentes horários do dia e da noite, desgastando e assustando a população e testando sua resiliência.

Segundo o relatório do JINSA, o Irã também pareceu alterar seus alvos, atingindo repetidamente centros urbanos como Beersheva. Isso levou Israel a empregar ainda mais interceptadores para proteger civis.

“Alguns mísseis por dia podem causar enormes danos econômicos. Muitas pessoas terão medo de sair de casa, e a maioria dos locais de trabalho não abrirá. É uma situação que eu não gostaria de ver acontecer”, explica Inbar.

Promessa de defesa

As Forças Armadas israelenses buscam tranquilizar a população, garantindo que o país estará bem protegido, seja por meio de defesas antimísseis ou pelos numerosos abrigos antiaéreos. Na guerra de junho passado, poucas pessoas que se abrigaram em locais estratégicos sofreram ferimentos. Em um dos casos, um prédio de vários andares foi devastado, com exceção dos abrigos reforçados em cada andar.

“Independentemente de termos interceptores suficientes ou não”, disse a capitã Adi Stoler, porta-voz das Forças Armadas de Israel, “uma coisa com certeza os manterá seguros: os abrigos”. (Com informações do portal Terra e O Globo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Supermercados tendem a repassar a seus clientes custos aos consumidores com fim da escala de trabalho 6×1
Quem são os aliados de Estados Unidos e Irã no Oriente Médio
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News