Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025

Home Colunistas Comitê de Infraestrutura do LIDE RS propõe agenda regulatória como plataforma de discussão e construção coletiva

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Promover diálogos estratégicos sobre infraestrutura com o poder público por meio de embasamentos técnicos para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Esse foi o objetivo do segundo encontro do Comitê de Infraestrutura do Grupo de Líderes Empresariais do Estado, o LIDE RS, realizado nesta quarta-feira (27), na sede da Aegea, em Porto Alegre.

O presidente da organização, Delton Batista, recebeu convidados – empresários, executivos e líderes de entidades de diversos setores ligados à área – ao lado do anfitrião da Aegea, o vice-presidente Leandro Marin.

Na abertura, Batista reafirmou o compromisso do LIDE RS na promoção de conexões para negócios, por meio da integração das agendas e pautas do Estado com todo o país. “Temos três prioridades na agenda LIDE RS: desenvolvimento econômico e cidades inteligentes, inovação corporativa e infraestrutura, esta última relacionada ao segundo encontro que tivemos. O viés da vertical tem como propósito proporcionar momentos de troca para que, no próximo ano, tenhamos uma carta compromisso proposta pelas lideranças para alinhamento com o poder público”, ressaltou.

No primeiro encontro, realizado em maio, o grupo debateu sobre os principais desafios e as angústias que permeiam a temática, e estabeleceu diretrizes para resolução dos problemas.

Neste segundo momento, o presidente do Comitê de Infraestrutura e sócio do RMM Advogados, Rafael Maffini, propôs a criação de uma agenda regulatória que sirva como referência para a definição de um “estado ideal” de ampliação em infraestrutura.

“O desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul depende de uma estrutura moderna e eficiente. Entretanto, a ausência de um planejamento regulatório integrado faz com que o Estado avance de forma fragmentada, sem clareza sobre prioridades ou metas comuns. A nossa ideia é de que essa agenda sirva de base para a organização de debates, a construção de consensos e a indicação de caminhos práticos para políticas de longo prazo”, afirmou Maffini.

O principal objetivo é gerar convergências

O documento proposto pretende funcionar como uma plataforma de discussão e cocriação coletiva. O principal objetivo é gerar convergências entre lideranças empresariais, especialistas e governo.

“A construção desse trabalho se dará de forma participativa, por meio de grupos de trabalho setoriais, e terá como marca o propósito de estabelecer um legado de longo prazo para o Rio Grande do Sul”, complementou o advogado.

Entre os próximos passos propostos pelo Comitê, está a estruturação de grupos de trabalho para o planejamento dos escopos estratégicos. A ideia é que as frentes se formem em eixos como saneamento básico, rodovias, cidades inteligentes, transporte, gás, telecomunicações, energia e portos, e utilizem como base a construção participativa entre entidades e especialistas.

Durante a reunião, houve também a apresentação dos principais resultados alcançados dois anos após a privatização da Corsan, destacando os avanços na universalização dos serviços, obras simultâneas em todas as regiões e um volume inédito de investimentos, que já somam R$ 3,85 bilhões desde julho de 2023 – quase quatro vezes a média anual histórica. “Temos discutido muito sobre a infraestrutura do Rio Grande do Sul e estamos vendo de perto como essa cadeia está interligada com todas as frentes.

As discussões já avançaram muito nos últimos anos em vários aspectos e hoje existe um ambiente no qual conseguimos transformar planos em ações estratégicas concretas”, destacou Leandro Marin.

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