Quinta-feira, 26 de Março de 2026

Home Brasil Como a Polícia Federal descobriu furto de material biológico da Unicamp de laboratório e prendeu professora

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A professora da Universidade Estadual de Campinas, Soledad Palameta Miller, que havia sido presa preventivamente sob suspeita de furtar material biológico de um laboratório da instituição, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de São Paulo. Ela estava detida na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e foi liberada na terça-feira (24).

Como medidas cautelares, a docente está proibida de acessar os laboratórios da universidade relacionados à investigação e não pode deixar o país sem autorização judicial.

Em nota, a defesa afirmou que não irá comentar o caso devido ao sigilo decretado pela 9ª Vara Federal de Campinas. “Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial, em respeito ao devido processo legal”, informou.

A prisão ocorreu no contexto de uma investigação da Polícia Federal sobre o desaparecimento de amostras virais armazenadas no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp. O material ficava em uma área classificada como NB-3, que exige alto nível de contenção e rigorosos protocolos de biossegurança.

O sumiço das amostras foi identificado em 13 de fevereiro por uma pesquisadora com acesso ao local. A partir daí, a PF iniciou apuração e localizou parte do material em outros laboratórios da universidade.

Segundo os investigadores, amostras que pertenciam ao Laboratório de Virologia Animal foram encontradas armazenadas em freezers de outras unidades e, em alguns casos, descartadas em lixeiras, com sinais de manipulação.

A investigação aponta indícios de que a professora acessou laboratórios para os quais não tinha autorização, possivelmente com auxílio de terceiros. De acordo com a PF, o material biológico teria sido mantido e manipulado em locais não autorizados, em desacordo com normas técnicas e institucionais de controle.

Durante as diligências, agentes encontraram itens relacionados ao caso no Laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, além do Laboratório de Cultura de Células e do Laboratório de Doenças Tropicais. Nesses espaços, a professora mantinha materiais para uso em pesquisas.

Funcionários da universidade informaram que a docente não possuía laboratório próprio e utilizava estruturas cedidas por outros pesquisadores.

A professora atua na área de Ciência de Alimentos, no Departamento de Ciência de Alimentos e Nutrição da Unicamp. Ela é formada em biotecnologia pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, e possui doutorado em Ciências pela própria Unicamp.

Antes do caso, também havia participado de projetos no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, com atuação em áreas como engenharia de vetores virais, imunomodulação e desenvolvimento de anticorpos monoclonais.

As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e da manipulação do material biológico.

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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