Terça-feira, 24 de Março de 2026

Home Variedades Como os cremes anti-idade funcionam? Veja a ciência por trás desses cosméticos

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Muita gente recorre a cremes anti-idade na esperança de suavizar rugas e prevenir os danos causados pelo envelhecimento. Mas em que nível esses produtos realmente funcionam? A resposta depende tanto da composição quanto da frequência e do tempo de uso.

Em geral, cosméticos antissinais trazem ingredientes como antioxidantes e filtros solares. Antes de entender como esses ativos atuam, porém, é preciso compreender o que acontece com a pele ao longo do tempo.

Com o avanço da idade, a epiderme – camada mais externa da pele – se torna mais fina, enquanto alterações no tecido conjuntivo reduzem a elasticidade. A produção de colágeno diminui, comprometendo a firmeza, e surgem alterações de pigmentação, como manchas escuras.

O que são os produtos anti-idade?

Para combater esses sinais, os cosméticos combinam dois tipos principais de substâncias: bioativos e dermoativos.

Os bioativos são ingredientes encontrados na natureza capazes de trazer benefícios para a saúde. Um exemplo é o pterostilbeno, presente em mirtilos e uvas. Um estudo publicado em junho de 2025 na revista Journal of Dermatologic Science and Cosmetic Technology mostrou que uma emulsão com apenas 0,1% do composto, usada por 28 dias, melhorou rugas, firmeza da pele, produção de colágeno e aparência dos poros em voluntários chineses de 32 a 53 anos.

Já os dermoativos incluem ingredientes com ação farmacológica, como o ácido hialurônico e a vitamina C. Em uma pesquisa conduzida com mulheres entre 30 e 50 anos, o uso desses ativos por oito semanas resultou em melhora da hidratação e do clareamento da pele – com benefícios adicionais na redução da hiperpigmentação quando a vitamina C foi associada ao ácido hialurônico.

“Os antissinais englobam vários mecanismos diferentes para um tratamento mais amplo”, define Pedro Soldati, coordenador de desenvolvimento de produtos da Natura.

Diferenças entre faixas etárias

Hoje, muitos produtos anti-idade são direcionados a públicos específicos, como 30+, 60+ e 80+. Mas, se alguém mais jovem resolve usar cosméticos do tipo, pode não colher os mesmos benefícios do que no caso de peles mais maduras?

Segundo Soldati, não há prejuízo significativo, mas também não há o benefício ideal. “Quando você tem uma pele 30 +, é o início do envelhecimento. É quando a gente fala de redução de proteínas essenciais”, afirma. Nessa fase, o foco é a prevenção, com antioxidantes e ativos que ajudam a manter a integridade da pele.

Já em idades mais avançadas, como acima dos 80 anos, a barreira cutânea se torna mais frágil e exige produtos mais nutritivos e reparadores. Estudos recentes da Natura indicam que, mesmo nessa faixa etária, é possível melhorar a resistência da pele com formulações adequadas – algo que antes era pouco explorado, já que a maioria das pesquisas inclui participantes até 70 ou 75 anos.

Outra diferença importante está na textura: produtos para peles mais maduras tendem a ser mais densos e oleosos, enquanto os voltados para o público 30+ são mais leves e de rápida absorção.

Quando os resultados aparecem

Embora alguns cosméticos ofereçam efeito hidratante imediato, a maioria dos produtos antissinais leva entre 14 e 30 dias para apresentar resultados visíveis, como a redução de linhas finas.

A hidratação, aliás, desempenha papel central nesse processo. “Pessoas com idade a partir dos 45, especialmente acima de 60 anos, já começam a ter uma desidratação maior na pele, ou pelo tempo seco também, ou pela composição de lipídios da pessoa”, diz Soldati.

Da Amazônia à Antártida

Soldati conta que a linha antissinais da Natura utiliza 17 bioativos, incluindo o extrato da semente de ajuru (Chrysobalanus icaco), planta nativa do litoral brasileiro e da Amazônia. O composto estimula a produção do colágeno tipo 17, localizado na interface entre derme (camada profunda da pele) e epiderme (camada superior).

Essa proteína, estudada pelos cientistas da empresa em amostras de pele 3D, tem papel importante na proteção das células-tronco epidérmicas, responsáveis pela regeneração da pele, contribuindo para maior firmeza e redução de rugas.

Outro ingrediente é o extrato da aroeira-mansa, uma planta nativa da América do Sul. O bioativo está presente, por exemplo, na composição de um protetor solar clareador, que promete reduzir até 45% das manchas solares, prevenindo também o fotoenvelhecimento.

De olho em novas fronteiras, a Natura também investe em biotecnologia. Em parceria com a startup uruguaia Antarka, a marca pretende explorar em breve enzimas de microrganismos da Antártida para combater os danos causados pela radiação UV.

Ensaios clínicos apontam que essas enzimas podem atuar de forma mais precisa do que antioxidantes tradicionais, reparando danos celulares e promovendo a longevidade da pele.

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