Sexta-feira, 14 de Junho de 2024

Home Ciência Confirmado: meteoro visto em 2014 veio de um visitante interestelar

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Cientistas acabam de confirmar que uma rocha espacial que viajou pela atmosfera da Terra em 2014 não veio do Sistema Solar. Portanto, o título de primeiro objeto interestelar descoberto em nosso sistema agora parece pertencer a ela, e não mais ao objeto Oumuamua. A conclusão vem de uma equipe liderada formada pelos astrônomos Avi Loeb e Amir Siraj, que analisaram o asteroide observado em 2014 com dados que eram sigilosos até pouco tempo atrás.

Designado “CNEOS 2014-01-08”, o objeto em questão era asteroide com apenas 90 cm, que entrou na atmosfera terrestre em janeiro de 2014 a 216 mil km/h. Na época, os dados da trajetória dele foram obtidos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que manteve sigilo em parte das informações. Já neste ano, o Departamento emitiu um comunicado que confirmava os dados.

Enquanto estava no espaço, ele viajava em uma trajetória curiosa, que sugeria que talvez tivesse vindo de fora do Sistema Solar. Ao modelar a trajetória dele e avaliar as interações gravitacionais com os planetas, os autores confirmaram que, de fato, ele veio de algum lugar distante da Via Láctea. Assim, este resultado torna o CNEOS 2014-01-08 o primeiro visitante interestelar conhecido.

Como o objeto explodiu sobre o oceano, perto de Papua Nova Guiné, eles acreditam que alguns fragmentos da rocha possam ter sobrevivido à jornada pela atmosfera terrestre, e talvez tenham caído no mar. Por isso, eles planejam uma expedição no ano que vem, com o objetivo de recuperar pelo menos parte dos fragmentos.

Qual foi o primeiro objeto interestelar?

Até então, o título de primeiro objeto interestelar conhecido pertencia a Oumuamua, um asteroide de formato alongado que viajou pelo Sistema Solar em 2017. Já no ano seguinte, os astrônomos descobriram o cometa Borisov, também vindo de outro sistema estelar distante.

A dupla descobriu outro meteoro que viajou pela atmosfera terrestre em 2017, que talvez seja outro possível candidato a outro objeto interestelar. Contudo, os dados deste objeto ainda estão mantidos em sigilo.

Como as descobertas estavam separadas por um intervalo curto, os astrônomos acreditam que as pequenas rochas interestelares devem ser mais comuns no Sistema Solar do que se pensa – e, provavelmente, passam por nosso planeta com frequência.

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