Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Home Polícia Contador que trabalhava para facções criminosas é preso durante a Operação Acerto de Contas no RS

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A Polícia Civil, o MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) e a Receita Estadual deflagraram, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Acerto de Contas para desmantelar um esquema estruturado de evasão fiscal e lavagem de dinheiro articulado por um contador que utilizava empresas de fachada e emissão sistemática de notas fiscais inidôneas para sonegar impostos e ocultar a origem de recursos ilícitos do tráfico de drogas.

Foram cumpridas 261 ordens judiciais, incluindo 31 mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e bloqueio de ativos financeiros, em Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé.

O profissional da contabilidade, que atuava como “contador do tráfico”, foi preso. Ele teria criado 150 empresas de fachada. Ouras 11 pessoas tiveram tornozeleiras eletrônicas instaladas para monitoramento. Em um dos locais da operação, foram apreendidos 70 quilos de prata, 13 veículos, arma, notebooks, celulares e documentos.

“O nome Operação Acerto de Contas, do ponto de vista contábil, retrata o que o investigado principal faz em relação ao ICMS que deixa de ser pago pelas empresas beneficiárias, na medida em que realiza ajustes de valores por meio de créditos indevidos de empresas noteiras ou através de creditamento diretamente em GIA (Guia de Informação e Apuração do ICMS) de valores sem qualquer base contábil-fiscal”, informou a Polícia Civil.

Em uma conversa em um aplicativo de mensagens, o alvo principal da operação mencionou para um empresário beneficiário do esquema criminoso: “Pode deixar que eu faço o acerto de todas as contas. Fica tudo certinho.”

“A investigação revelou indícios concretos de que o investigado atuava como contador e operador financeiro a serviço de mais de uma organização criminosa, prestando serviços especializados voltados à lavagem de capitais, inclusive por meio da simulação de operações comerciais, da circulação artificial de recursos entre empresas controladas direta ou indiretamente pelo grupo e da posterior reinserção desses valores no sistema financeiro formal”, explicou o delegado Cassiano Cabral, diretor do Dercap (Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública).

Com os recursos obtidos ilegalmente, o “contador do tráfico” e seus familiares mantinham um padrão de vida elevado, com a ostentação de bens de luxo, como veículos Mustang e BMW, imóveis na praia, todos registrados em nome de terceiros.

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