Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026

Home Política Contrato apreendido pela Polícia Federal mostra que Vorcaro assinou acordo na prisão para produzir documentário sobre escândalo do Master

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A Polícia Federal (PF) encontrou um contrato firmado por Daniel Vorcaro e uma produtora para a execução de um documentário sobre o escândalo do Banco Master. O documento, obtido durante o cumprimento de um mandado na residência do publicitário Thiago Miranda, um dos nomes vinculados ao banqueiro, foi firmado no dia 31 de março de 2026, depois, portanto, da prisão de Vorcaro. O contrato também é assinado por Miranda.

A informação consta em um relatório da PF que está entre os documentos que tiveram sigilo levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

“Daniel Vorcaro e Thiago Miranda concordam em colaborar com a produção, fornecendo informações, entrevistas e acesso a documentos que auxiliem na elaboração da obra”, diz trecho de um relatório da Polícia Federal. Segundo o documento obtido pelos policiais federais, a dupla se comprometia a “conceder entrevistas exclusivas” e compartilhar “informações, documentos, imagens e materiais”. O contrato teria vigência inicial de seis meses e poderia levar à produção de um filme ou série documental.

A PF afirma que os envolvidos “aparentemente estão negociando a venda de informações para a produção de um documentário que poderá servir para mais uma vez manipular a opinião pública”.

Posteriormente, ao se referir ao documento na decisão que proibiu Miranda de deixar o país, o ministro André Mendonça afirma que os depoimentos prestados pelo suspeito e as evidências coletadas na investigação apontam que o documentário integrava o “Projeto DV” — plano para melhorar a imagem do Banco Master, além de direcionar críticas ao Banco Central. Segundo investigadores, Miranda seria um dos articuladores do projeto.

Mendonça afirma na decisão que “produção de obra audiovisual, por si só, não configura nenhuma prática criminosa”. Ele, no entanto, destaca que o contexto mais amplo faz com que o contrato “ganhe contornos penais”. Mendonça acrescenta, então, que as investigações mostraram que o “Projeto DV” envolvia “o levantamento e a utilização de dados pessoais sigilosos e negados, da vida privada de jornalistas e executivos”.

Mendonça autorizou bloqueio de R$ 1,7 bilhão em bens 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o bloqueio no exterior de bens e ativos de bancos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao todo, 11 itens somam mais de R$ 1,7 bilhão; outros sete, também listados, ainda não tiveram os valores informados.
A lista fornecida pelo escritório que representa a empresa liquidante do Master inclui obras de arte de Pablo Picasso e de Jean-Michel Basquiat, além de embarcações, imóveis e até a venda de uma aeronave. No entanto, a lista não inclui imagens dos itens.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça em 24 de julho deste ano e atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, feito em 19 de junho. Com informações dos portais O Globo e G1.

 

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