Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home em foco Covid-19: A pandemia pode estar no estágio final

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O atual cenário permite inferir que a pandemia de covid pode estar quase no fim. Essa é a opinião do presidente da empresa Moderna, Stéphane Bancel, que produz vacinas contra o coronavírus. O executivo acredita que há “cerca de 80% de chances” de que, à medida que o vírus evolui, ele se torne “cada vez menos virulento”.

Perguntado se acreditava que a pandemia estaria em seus estágios finais, Bancel disse que “acha que é um cenário razoável”. As afirmações do executivo foram feitas ao programa Squawk Box Asia da CNBC.

Mesmo com a menor virulência, Bancel projeta que pessoas com mais de 50 anos, comorbidades ou com alto risco de doenças graves deverão tomar um reforço da vacina todos os anos. “Esse vírus vai ficar para sempre, como a gripe, e temos que conviver com ele”, disse. “Vamos precisar de vacinas adaptadas às novas variantes, como a ômicron.”

Já o cenário menos provável – ainda sim, possível – é que a próxima mutação torne o vírus ainda mais virulento do que a variante ômicron. Para ele, as chances de isso acontecer são de 20%.

“Acho que o mundo teve sorte que a ômicron não é muito virulenta, mas, mesmo assim, estamos perdendo milhares de pessoas todos os dias em todo o planeta”, disse. “O vírus é imprevisível.”

Segundo reportagem da Business Insider, especialistas concordam com a imprevisibilidade do vírus. É o caso de François Balloux, diretor do Instituto de Genética da University College London, que escreveu, no Twitter, nesta quarta-feira que não há “nenhuma teoria significativa” que comprove a teoria de menor virulência da covid-19.

Da mesma forma, Ashish Jha, reitor da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown, disse, no Twitter, na quarta-feira, que “não havia garantia” de que variantes futuras seriam menos virulentas. Um grande aumento pode ser mortal”, disse, acrescentando que, antes de qualquer variante futura, o foco deve ser ampliar a vacinação.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou no final de janeiro que era “perigoso” supor que a ômicron seria a última variante a surgir ou que “estamos no fim do jogo”.

Subvariante BA.2

Um estudo feito por pesquisadores japoneses das universidades de Tóquio,  Kumamoto, Hokkaido e Kyoto demonstrou que a subvariante BA.2 da ômicron é mais agressiva que a cepa original. O trabalho, ainda não revisado por pares, apontou que as cargas de RNA viral da BA.2 nos pulmões de camundongos foram “significativamente maiores” do que em ratos infectados com BA.1.

A preferência da ômicron original pelas vias aéreas superiores em vez dos pulmões era apontada por especialistas como um dos motivos de menor letalidade da nova variante. No entanto, seu novo subtipo parece infectar também as células dos pulmões, o que aumenta o risco de morte.

Na pesquisa, os cientistas observaram que a capacidade de reprodução da BA.2 é 1,4 vezes maior que a apresentada por BA.1. Eles concluíram também que a subvariante é resistente à imunidade induzida pela ômicron original. Ou seja, quem se infectou com uma cepa pode ser contaminado com a outra posteriormente.

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