Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026

Home Política CPI do Banco Master atinge assinaturas suficientes para sair do papel

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O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar o requerimento de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) para apurar fraudes atribuídas ao Banco Master já na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional. A sessão legislativa deste ano deve ter início no dia 2 de fevereiro.

Segundo assessores, já foi alcançado o mínimo de assinaturas necessário para o protocolo. Interlocutores de Jordy dizem que 232 parlamentares – 198 deputados e 34 senadores – já assinaram o documento. A abertura da CPMI não é automática e só acontece quando o senador Davi Alcolumbre (União-AP) lê o requerimento em uma sessão do Congresso.

O requerimento registra que o objetivo da CPMI é a apuração “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”.

O documento lista também que o grupo deve apurar “eventuais conexões entre gestores privados, intermediários financeiros, agentes públicos e autoridades”, citando especificamente contrato entre o banco liquidado e a mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também são mencionadas “interlocuções” entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a viagem feita pelo ministro Dias Toffoli à Final da Copa Libertadores da América, em aeronave privada, junto do advogado Augusto Botelho.

Jordy sustenta que, apesar das investigações criminais sobre o tema estarem em curso, elas não seriam “suficientes” para abarcar outras questões relacionadas ao caso: “responsabilidades políticas e institucionais, falhas sistêmicas de regulação e supervisão, impactos econômicos de alcance nacional, e a necessidade de aperfeiçoamento legislativo para prevenir a reincidência de fraudes”.

O caso ganhou destaque após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do Banco Master e na prisão de seu dono, Daniel Vorcaro. O banco é apontado como o epicentro de um esquema sofisticado de emissão de títulos de crédito sem lastro, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos….

O requerimento de Jordy ainda cita a possível ligação entre o Master e a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o documento, é necessário investigar a instituição que pode ter servido de porta de entrada e mecanismo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito de uma grande organização criminosa. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias Poder360)

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O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar o requerimento de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) para apurar fraudes atribuídas ao Banco Master já na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional. A sessão legislativa deste ano deve ter início no dia 2 de fevereiro.

Segundo assessores, já foi alcançado o mínimo de assinaturas necessário para o protocolo. Interlocutores de Jordy dizem que 232 parlamentares – 198 deputados e 34 senadores – já assinaram o documento. A abertura da CPMI não é automática e só acontece quando o senador Davi Alcolumbre (União-AP) lê o requerimento em uma sessão do Congresso.

O requerimento registra que o objetivo da CPMI é a apuração “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”.

O documento lista também que o grupo deve apurar “eventuais conexões entre gestores privados, intermediários financeiros, agentes públicos e autoridades”, citando especificamente contrato entre o banco liquidado e a mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também são mencionadas “interlocuções” entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a viagem feita pelo ministro Dias Toffoli à Final da Copa Libertadores da América, em aeronave privada, junto do advogado Augusto Botelho.

Jordy sustenta que, apesar das investigações criminais sobre o tema estarem em curso, elas não seriam “suficientes” para abarcar outras questões relacionadas ao caso: “responsabilidades políticas e institucionais, falhas sistêmicas de regulação e supervisão, impactos econômicos de alcance nacional, e a necessidade de aperfeiçoamento legislativo para prevenir a reincidência de fraudes”.

O caso ganhou destaque após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do Banco Master e na prisão de seu dono, Daniel Vorcaro. O banco é apontado como o epicentro de um esquema sofisticado de emissão de títulos de crédito sem lastro, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos….

O requerimento de Jordy ainda cita a possível ligação entre o Master e a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o documento, é necessário investigar a instituição que pode ter servido de porta de entrada e mecanismo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito de uma grande organização criminosa. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias Poder360)

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