Sábado, 28 de Março de 2026

Home Política CPI do INSS: governistas querem pedir indiciamento de Jair e Flávio Bolsonaro por fraudes em contra-ataque a Lulinha

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O relatório alternativo proposto pela base governista na CPI do INSS propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ampliando o alcance político das conclusões da comissão no dia da votação decisiva no Congresso.

De acordo com o documento, Bolsonaro é acusado de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa, enquanto Flávio Bolsonaro é apontado por organização criminosa. Ao todo, o relatório lista 130 indiciamentos e recomenda à Polícia Federal (PF) o aprofundamento das investigações sobre outras 71 pessoas.

O indiciamento de Bolsonaro e seu filho 01, que também é pré-candidato à Presidência neste ano contra Lula, é uma resposta ao relatório do relator, Alfredo Gaspar, que indiciou Lulinha, filho do presidente petista.

Antes de apresentar o relatório na sessão, a base governista da CPI falou à imprensa em entrevista coletiva. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que, embora o ponto de partida do escândalo tenha sido em 2017, foi a partir de 2019 que começaram a ocorrer “grandes mudanças internas no INSS”, com a publicação de portarias e a abertura de possibilidade para que entidades pudessem fazer desconto de aposentados.

“Dinheiro roubado pro governo Bolsonaro é devolvido a aposentados pelo governo do presciente Lula”, disse.

Em nota enviada por meio da assessoria, Flávio afirmou que o relatório governista “não passa de uma tentativa desesperada de desviar a atenção e proteger Lula e o seu filho, o Lulinha”. “Os dois têm responsabilidade direta no caso das aposentadorias roubadas. Não à toa, Lula tirou o filho do País às pressas e tentou encerrar as investigações da CPMI. Se existe uma organização criminosa nesse caso, o capo está sentado na principal cadeira do Palácio do Planalto”, concluiu.

Em meio à disputa pelo desfecho da CPI, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, nesta sexta-feira, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que ele reassuma temporariamente seu mandato no Senado e participe da votação final. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

A movimentação faz parte da estratégia do governo para reforçar sua base na comissão em um momento decisivo. Nessa sexta-feira, à sombra da votação do relatório final, a base e do Centrão promoveram uma série de substituições no colegiado para tentar assegurar maioria e influenciar o resultado da votação.

A volta de Fávaro ao Senado é uma dessas alterações. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que ocupava a vaga como suplente, deixou o posto, criticando a articulação.

A ofensiva ocorre em meio a uma disputa aberta entre governo e oposição. O relatório original do relator, deputado Alfredo Gaspar, é considerado desfavorável ao Palácio do Planalto, enquanto a base governista articula um voto em separado para reorientar as conclusões da CPI.

Além dos indiciamentos, o documento propõe um pacote de nove medidas legislativas, incluindo projetos para coibir abusos no crédito consignado, reforçar a proteção de dados de aposentados e endurecer penas para vazamento de informações.

A tensão na comissão foi ampliada após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou a prorrogação da CPI, impondo prazo final para encerramento dos trabalhos. Com isso, a votação do relatório se tornou o ato final da comissão, elevando a mobilização política em torno do resultado. As informações são do jornal O Globo.

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CPMI do INSS: ministro é exonerado para tirar voto da oposição em votação de relatório que cita Lulinha
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