Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

Home Brasil CPMI do INSS é cancelada depois de filho de empresário dar atestado

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A CPI mista do INSS cancelou a sessão desta segunda-feira (9) após o filho de Maurício Camisotti, o empresário Paulo Camisotti, que seria ouvido, apresentar um atestado.

Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a justificativa médica foi informada à CPI de última hora.

“O cancelamento ocorre após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado”, mencionou Viana.
“A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações. As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário”, prosseguiu o senador.

Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicam que R$ 59,9 milhões foram pagos à Rede Mais Saúde, administrada por Paulo Camisotti. Seu pai, Maurício, é citado como possível beneficiário do esquema de desvios.

Os documentos também mostram que R$ 16,1 milhões foram repassados à Prospect Consultoria Empresarial, de Antonio Carlos Camilo Antunes, que é apontado como o operador do esquema e que ficou conhecido como “Careca do INSS”.

Tanto Antunes quanto Maurício Camisotti estão presos desde 12 de setembro. A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) validou a prisão, decretada sob o argumento de que os dois tentavam frustrar as investigações sobre os descontos em benefícios previdenciários.

Já Edson Araújo foi convocado a depor na CPI do INSS por ser vice-presidente da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura). A entidade é uma das citadas na Operação Sem Desconto, da PF (Polícia Federal), que investiga as fraudes.

Fraudes no INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Com informações dos portais G1 e Folha de São Paulo.

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