Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

Home Cláudio Humberto CPMI do INSS e Master têm Lewandowski em comum

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Dois dos maiores escândalos da atualidade têm em comum o sobrenome Lewandowski entre os personagens. No caso do INSS, a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (CEBAP), contrataram Enrique Lewandowski como advogado no processo que investiga a ladroagem contra velhinhos e pensionistas. O mesmo padrão se repete na bilionária fraude envolvendo o Banco Master.

Pagamento na veia

O Master contratou o escritório da família Lewandowski, com o patriarca já na cadeira de ministro da Justiça, mediante R$250 mil mensais.

Ministro no pacote?

Enrique é filho de Lewandowski, que era ministro da Justiça na vigência do contrato. A Polícia Federal é subordinada ao titular do ministério.

CPMI deve convocar

Pedido de convocação de Enrique Lewandowski aguarda votação. Cita o “peso” e a “influência” de ser “filho do então ministro”.

Quebra de sigilo

Requerimento da deputada Bia Kicis (PL-DF) para quebrar o sigilo bancário de Enrique, mirando o INSS, pode trazer muito mais que isso.

Congresso deve focar no Master e poupar Toffoli

Apesar da ofensiva da oposição contra a atuação de Dias Toffoli no processo envolvendo o Banco Master, as chances de algo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) andar no Senado, como pedido de impeachment, são perto de zero, como já avisou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), aos colegas. O mesmo com o ministro Alexandre de Moraes. À coluna, Magno Malta (PL-ES) disse que, com o recomeço dos trabalhos, semana que vem, a pressão aumenta.

Sem sonsice

“Não dá mais para fingir que não está acontecendo nada”, diz Malta ao protocolar novas denúncias e pedir o impeachment de Toffoli.

Caso Tayayá

Além de Malta, Eduardo Girão (Novo-CE) também assina o aditamento e diz ter indícios de “conflito de interesses, suspeição e parcialidade”.

Boi de piranha

No Congresso, a aposta é que, se sair, é uma versão light de CPI e com foco no cambalacho do Master. E isso no Senado. Na Câmara, esquece.

Consignados na mira

A CPMI do INSS vai pra cima dos 338.600 contratos de empréstimos consignados do Banco Master, entre 2021 e 2025. É que cerca 252 mil (74,3%) desse total não teriam sido autorizados pelos aposentados.

Tá no TCU

Adriana Ventura (Novo-SP) vê como campanha antecipada e desvio de finalidade repasse de R$1 milhão para escola de samba que tem Lula no enredo. A deputada diz que falta vergonha na cara, “é uma chacota”.

Só piora

O conselho tutelar de Ribeirão Claro (PR) foi cobrado pela senadora Damares Alves (Rep-DF) após crianças serem flagradas na jogatina que rola no resort Tayayá, epicentro de escândalo ligando o Master e o STF.

É um exemplo

Voltou a circular nas redes sociais declaração de Ricardo Lewandowski de que Dias Toffoli (STF) “é um exemplo”. O palco da declaração foi um evento patrocinado pelo Master e a JBS, aquela, em 2024.

Nem aí

Carlos Jordy (PL-RJ) se espanta com a desfaçatez de ministros ligados ao escândalo do Banco Master, calados até agora: “Não se preocupam em tentar se explicar os fatos”, critica o deputado.

Na pressão

Deve sair nos próximos dias um pedido coletivo de impeachment do Dias Toffoli. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) está buscando signatários no Senado e diz já ter 15 assinaturas. Outro que não deve prosperar.

Vorcaro na CPMI

A primeira sessão da CPMI do INSS, marcada para a próxima quinta-feira (5), deve ter o enrolado e bem relacionado dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no banco dos depoentes.

Às claras

Marcel van Hattem (Novo-RS) cobrou a votação do projeto de lei que acaba com a banalização de sigilo em documentos no governo federal, “A farra dos sigilos de Lula precisa acabar”, pressiona o deputado.

Pergunta em Brasília

Quando acorda a Comissão de Ética Pública da Presidência da República?

PODER SEM PUDOR

O Papa catarinense

Américo Farias teve 120 mil votos em 2,5 milhões, quando em 1986 se candidatou ao Senado por Santa Catarina. Quatro anos depois, tentaria o governo do Estado pelo PRN, mas ninguém acreditava nas suas chances. Certa vez, ao encontrar em Rio do Sul um candidato a deputado, Alexandre Traple, Farias encheu o peito: “Você está falando com o futuro governador!”. Traple não perdeu a piada, respondendo em italiano: “Piacere, io sono il Papa (Prazer, eu sou o Papa)!…”

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)

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