Sexta-feira, 13 de Março de 2026

Home Mundo Cuba anuncia libertação antecipada de 51 prisioneiros após negociações com o Vaticano

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Cuba informou, na noite dessa quinta-feira (12), a libertação antecipada de 51 prisioneiros como um gesto de “boa vontade” para com o Vaticano, mediador de longa data entre Havana e Washington; a soltura dos presos deve acontecer nos próximos dias. O anúncio foi feito em meio à escalada da tensão entre os dois países.

O comunicado, que não menciona os nomes nem os crimes pelos quais foram condenados, afirma que se trata de prisioneiros que cumpriram “uma parte significativa das penas” e que “mantiveram boa conduta”. “Esta decisão soberana é prática padrão em nosso sistema de justiça criminal”, acrescenta a nota.

Segundo a ONG 11J, que documenta prisões em Cuba desde os protestos de 11 de julho de 2021, quando milhares de pessoas foram às ruas gritando “liberdade” e “abaixo a ditadura”, há pelo menos 760 presos políticos no país.

Destes, quase a metade (358 ao todo), foram detidos nas manifestações de 11/7. A organização pede a “libertação plena e incondicional de todos os presos por motivos políticos” como a “única solução compatível com os direitos humanos” em Cuba.

A Igreja Católica atua há décadas como mediadora e canal de diálogo entre Cuba e os Estados Unidos e desempenhou um papel fundamental no restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2015, durante o segundo mandato de Barack Obama (2013-2017).

Nesta semana, o presidente Donald Trump voltou a sugerir uma “tomada amigável” de poder em Cuba, sem especificar os detalhes da operação. O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, de origem cubana, declarou que o país precisa de uma “mudança drástica”.

Trump insiste que negociações estão em andamento com altos funcionários da ilha, mas Havana nega a existência dessas conversas, embora se mantenha aberta a dialogar com os EUA “sem pressão” ou “interferência”.

Desde janeiro, os Estados Unidos impuseram um embargo energético a Cuba, alegando uma “ameaça excepcional” à segurança nacional americana representada por essa ilha comunista localizada a apenas 150 km da costa da Flórida. Como resultado, a ilha de 9,6 milhões de habitantes sofre com a escassez de combustível e frequentes apagões.

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