Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Home Acontece Cuidados com água-viva e caravelas exigem atenção redobrada à saúde da pele

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Com o Carnaval e o aumento da movimentação nas praias do litoral gaúcho, cresce também a preocupação com acidentes envolvendo animais marinhos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS) reforça o alerta para os cuidados com a pele em situações de contato com águas-vivas e caravelas-portuguesas, cuja presença se intensifica com a elevação da temperatura da água do mar. A combinação de calor, mar cheio e grande circulação de pessoas amplia os riscos de acidentes, exigindo atenção redobrada.

Segundo a vice-presidente da entidade, Dra. Cíntia Pessin, o contato com água-viva pode provocar dor intensa, inchaço, bolhas, coceira e até infecções secundárias. Crianças merecem cuidado especial, pois possuem pele mais sensível, o que pode resultar em lesões mais graves. “Áreas amplas atingidas, presença de bolhas, dor persistente ou sintomas como falta de ar são sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediato”, explica.

Primeiros socorros e estrutura de apoio

Em caso de contato, a recomendação é aplicar imediatamente compressas com vinagre ou água do mar gelada, que ajudam a inativar os nematocistos — estruturas responsáveis pela liberação do veneno — e aliviam a dor. É essencial não coçar a pele atingida e jamais utilizar água da torneira, pois isso pode ativar os mecanismos de defesa do animal e agravar a queimadura. Também não são recomendadas práticas populares como aplicação de álcool, urina ou refrigerantes.

Para ampliar a segurança dos banhistas, os guarda-vidas em todo o litoral gaúcho mantêm vinagre disponível em suas guaritas, garantindo atendimento rápido e eficaz nos primeiros minutos após o acidente. Além disso, quando há maior presença de águas-vivas, as praias são sinalizadas com bandeiras roxas, justamente para alertar os veranistas sobre o risco aumentado de contato.

No caso da caravela-portuguesa, os cuidados são semelhantes, com um alerta adicional: não tocar no animal mesmo quando estiver aparentemente morto na areia, já que o veneno permanece ativo fora da água.

Outros animais marinhos

Os riscos não se limitam às águas-vivas. Ouriços-do-mar exigem atenção ao caminhar em áreas rochosas, sendo recomendado o uso de sapatos de neoprene ou calçados apropriados para água, que protegem contra espinhos e cortes. Em caso de pisada, a orientação é mergulhar a região em água morna com vinagre por 30 minutos e retirar com cuidado os espinhos superficiais.

As arraias também são comuns em águas rasas. A principal recomendação é arrastar os pés ao caminhar, criando vibrações que afastam o animal. Caso ocorra o ferimento, a área atingida deve ser mergulhada em água quente ou morna por cerca de 60 minutos, medida que ajuda a inativar o veneno e aliviar a dor, seguida de avaliação médica para retirada do ferrão e atualização da vacina antitetânica.

Peixes como o escorpião-do-mar e o peixe-pedra seguem protocolos semelhantes aos de arraias e ouriços, com necessidade de avaliação médica imediata devido ao risco elevado de complicações.

Prevenção e informação

A SBD-RS reforça que informação é a melhor forma de prevenção. Em caso de dúvidas ou lesões, a recomendação é procurar um dermatologista habilitado, cuja lista pode ser conferida no site da entidade.(por Gisele Flores- gisele@pampa.com.br)

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