Quinta-feira, 14 de Maio de 2026

Home Política Dark Horse: o que se sabe sobre cinebiografia de Bolsonaro, para qual Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro

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O banqueiro Daniel Vorcaro, preso em São Paulo sob acusação de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras investigado pela Polícia Federal, ajudou a financiar a cinebiografia “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As negociações envolveram contatos diretos com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil, que afirma ter obtido mensagens trocadas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, além de um áudio enviado pelo senador ao banqueiro em setembro de 2025.

Segundo a reportagem, Daniel Vorcaro teria desembolsado R$ 61 milhões para a produção do longa entre fevereiro e maio de 2025. O empresário é proprietário do Banco Master e está preso preventivamente no âmbito de uma investigação sobre supostas fraudes que podem alcançar R$ 12 bilhões, de acordo com a PF.

O filme “Dark Horse” é estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. Caviezel interpreta Jair Bolsonaro na produção. Nos últimos anos, o ator também participou de filmes voltados ao público conservador, como Som da Liberdade.

A direção do longa é assinada por Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por produções como “Depois do Atentado” e O Apedrejamento de Soraya M.. O roteiro foi escrito por Cyrus e Mark Nowrasteh, com base em argumento desenvolvido por Mário Frias.

O elenco ainda reúne nomes como Esai Morales, conhecido pela franquia Missão: Impossível – O Acerto Final, além de Lynn Collins, Camille Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro, e Jeffrey Vincent Parise.

Segundo a sinopse divulgada pelo site Deadline, “Dark Horse” acompanha a trajetória de Bolsonaro “de capitão desconhecido do Exército a líder populista em um Brasil profundamente polarizado”, tendo como pano de fundo o atentado sofrido pelo então candidato durante a campanha eleitoral de 2018.

O diretor Cyrus Nowrasteh afirmou ao Deadline que o projeto foi concebido como “um thriller político sobre poder, mídia e fé sob ataque”, e não apenas como uma biografia tradicional. Segundo ele, a história busca discutir “até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservar”.

Em abril, Jim Caviezel publicou em suas redes sociais que o filme estrearia em 11 de setembro de 2026. No entanto, o Deadline informou posteriormente que a produção ainda busca distribuidores e não possui data oficial de lançamento definida.

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