Domingo, 29 de Maio de 2022

Home Brasil De cada 10 cidades brasileiras, sete cancelaram eventos públicos do Carnaval deste ano

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Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgado recentemente, com 2.193 prefeituras de todas as regiões brasileiras aponta que 24,5% das que responderam ao questionário permitirão eventos privados no carnaval, embora tenham suspendido as celebrações públicas. Entre as cidades brasileiras com esta postura, estão Rio e São Paulo.

Além disso, 46,1% dos municípios afirmaram ter cancelado qualquer tipo de comemoração – a exemplo de Recife – e 25,1% estavam com indefinições para a data até 17 de fevereiro.

Embora parte dos Estados e municípios tenha cancelado o ponto facultativo dos servidores públicos, os quatro dias de carnaval serão de centenas de festas e shows em capitais, como Rio, São Paulo e Salvador, no interior e em cidades turísticas do País, como Pipa, com portes e valores variados (que ultrapassam os R$ 700). A situação tem chamado a atenção em meio ao cancelamento dos festejos públicos, de carnaval de rua e escolas de samba.

Para ricos

Na última semana, vídeos de um evento privado carnavalesco no Memorial da América Latina, na capital paulista, com a cantora Anitta, viralizaram na internet e atraíram críticas pela aglomeração e liberação, enquanto os desfiles públicos estão suspensos.

O show foi parte de um festival com programação de cinco dias e autorizado a receber até 12 mil pessoas. Entre os críticos, há quem atribua a situação a um possível elitismo do carnaval e que diga que apenas o “carnaval dos ricos” está autorizado, enquanto a organização tem ressaltado respeitar todas as exigências sanitárias.

Após a repercussão das imagens, o governo paulista fez um alerta sobre o carnaval em coletiva de imprensa na quarta-feira (16). “Há uma preocupação do comitê científico (do governo) em relação a esse período do carnaval, embora majoritariamente nenhum município do Estado esteja promovendo encontros de carnaval, há organizações privadas e pessoas desejosas de fazer festas domésticas. E essa não é uma boa iniciativa neste período”, declarou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Diferentemente de outros períodos da pandemia, o Estado de São Paulo não impõe nenhuma restrição de público ou ocupação a festas e shows, independentemente do porte. Além disso, após ter anunciado a suspensão do ponto facultativo no carnaval no fim de janeiro, Doria voltou atrás menos de uma semana depois. Na capital paulista, assim como no Rio, o desfile das escolas de samba foi transferido para abril.

Máscaras

Coordenador executivo do comitê científico do governo paulista, João Gabbardo, argumentou que a menor exposição da população ao vírus nesta época poderá permitir novas flexibilizações nos protocolos sanitários futuramente, como o fim do uso obrigatório de máscaras ao ar livre. “É fundamental que todos, a população e aqueles que organizam eventos, seja da iniciativa privada ou não, que segure um pouco mais essa situação.”

Além das festas, o carnaval deve gerar um fluxo de turistas para as praias. Em parte da rede hoteleira, a expectativa é de lotação alta nos destinos mais procurados. Em Santos, Guarujá, Bertioga e Praia Grande, por exemplo, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sinhores) prevê 84% de ocupação no período.

Já a Associação das Agências de Viagens de Minas Gerais (Abav-MG) apontou que estão esgotadas as vagas em aéreos e hotéis em destinos tradicionalmente procurados pelos mineiros, como no Nordeste e na região dos Lagos, do Rio, e também no entorno de Belo Horizonte, como a Serra do Cipó.

Os governos também têm se preocupado com eventos clandestinos. No Rio, ao menos dois blocos foram às ruas no último fim de semana. Cerca de cem pessoas participaram do bloco “Não adianta ficar Putin”, que desfilou pelas ruas do centro da cidade, a despeito de o carnaval de rua estar proibido pela prefeitura. Os foliões foram convocados por meio de grupos privados de mensagem.

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