Segunda-feira, 13 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de abril de 2026
O mercado de brinquedos sexuais tem aumentado a cada ano. Se em 2023 era avaliado em U$ 40 bilhões, no ano passado já chegava a U$ 49 bilhões. A Global Market Insights prevê que, até 2035, deverá estar avaliado em U$ 102 bilhões. Nada mal para um segmento que ainda esbarra em resistências diversas por parte de potenciais consumidores, em um mundo no qual o prazer ainda é tabu.
Ao elaborar seu relatório de desempenho a respeito de 2026, a empresa britânica Lovehoney menciona uma alta de 244% na venda de brinquedos sexuais de “fantasia” ao longo dos últimos dois anos. Especialista em sexo e relacionamento da empresa, Annabelle Knight analisa a questão sob o ponto-de-vista da expressão individual:
“Brinquedos de fantasia, com seus designs fofos e vibes míticas, refletem um novo tipo de confiança sexual, enraizada na autoexpressão e na autenticidade, e não mais como um segredo proibido ou incofessável. As pessoas não estão apenas explorando, mas também personalizando o prazer e saindo em busca disso”.
Ainda de acordo com o documento, porém, não são apenas dragões ou outras criaturas – mitológicas ou não – do mundo da fantasia que têm ganhado espaço no mundo do prazer sexual. Diversas empresas têm lançado novos modelos dos tradicionais brinquedos sexuais, como o “Peach” (Pêssego, em inglês), da Womanizer.
A própria Lovehoney assegura ter lançado “o menor brinquedo de sucção clitoriana da história da empresa”: o Passion Pod, em formato de fone de ouvido. Outra linha que registrou aumento significativo de comercialização foi o Clone-A-Willy, em que é possível “clonar” o órgão sexual masculino do parceiro, em forma de consolo – nome vulgar por meio do qual muitos ainda se referem ao simulacro de um órgão sexual para fins hedonistas.
Quebra de tabus
Elisabeth Neumann, chefe de pesquisa de usuários da Lovehoney, avalia que o atual momento demonstra de forma inequívoca que os tabus sexuais estão em franco processo de queda, por mais que o conservadorismo moral ou religioso ainda pareça um entrave para muita gente.
“A ideia de ‘possuir um brinquedo sexual’ deixou de ser um grande problema, para se tornar um grande e prazeroso momento na rotina de um indivíduo”, acrescenta.
“Em vez de ser algo que define alguém [pense no estigma em torno de possuir um brinquedo sexual em uma era na qual a popularíssima série televisiva ‘Sex and the City’ é uma de suas manifestações mais emblemáticas), tornou-se tão comum que é visto como algo totalmente normal. O efeito disso é que as pessoas se sentem mais livres para experimentar com sua coleção de brinquedos sexuais: se quiserem comprar um vibrador em forma de dragão, elas comprarão”, completa a pesquisadora. (com informações do jornal Extra)