Segunda-feira, 09 de Março de 2026

Home Política Defesa pede ao ministro André Mendonça que conversa com Daniel Vorcaro na prisão não seja gravada

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que possa contatá-lo sem que as conversas sejam gravadas. O pedido foi protocolado e tem por objetivo fazer com que a defesa tenha o primeiro contato com Vorcaro, algo que não ocorreu desde sua prisão na quarta-feira.

Além disso, os advogados pretendem que as conversas não sejam gravadas, o que precisa ser autorizado pelo ministro. Por ser um presídio federal, todas os contatos entre advogados e presos são gravados, o que o entorno de Vorcaro considera ruim para avançar na estratégia de defesa nessa nova fase do caso.

A medida ocorre em um momento em que interlocutores de Vorcaro começam a considerar a possibilidade de que ele faça uma colaboração premiada. No entanto, para que haja essa definição é preciso que a defesa consiga ouvir o banqueiro, o que ainda não ocorreu.

O fato de Vorcaro estar em um presidio de segurança máxima é considerado um ponto que poderia levá-lo a uma delação. Nele, o monitoramento é 24 horas, todas as áreas do presídio são vigiadas por câmeras e microfones, o controle de movimento e revistas são constantes, o banho de sol é limitado e as celas são individuais e tem aproximadamente 6m².

Outro ponto são os sinais dados até agora por Mendonça de que atuará como relator com mais rigor no caso do que seu antecessor, Dias Toffoli.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro informou neste sábado (7) que pediu acesso integral aos elementos técnicos das perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos no curso das investigações da Operação Compliance Zero.

Segundo os advogados de Vorcaro, esse pedido foi feito ainda em 16 de fevereiro — antes mesmo de o banqueiro ser preso nesta nova fase da operação, nesta semana. E que, diante das últimas notícias veiculadas pela imprensa sobre mensagens extraídas dos aparelhos, o pedido ganha ainda mais força.

“O requerimento ganhou agora especial relevância diante de notícias amplamente divulgadas na imprensa com supostas mensagens extraídas dos aparelhos, o que levanta preocupação sobre a preservação da integridade do material e sobre eventual manuseio precipitado ou tecnicamente inadequado das informações”, argumentou a defesa.

Ainda segundo os advogados, entre as solicitações apresentadas estão o acesso:

* aos dados brutos extraídos dos dispositivos;
* às imagens forenses completas;
* aos laudos periciais;
* aos registros técnicos de extração; e
* aos códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências.

Na prática, os advogados afirmam buscar a realização de uma perícia independente.

“O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas”, justificou.

A defesa informou também que “reiterou sua preocupação” com o que chamou de “vazamentos seletivos de conteúdos que estariam sob sigilo judicial” e “reafirmou seu compromisso de utilizar qualquer material obtido exclusivamente para fins processuais, preservando o sigilo das informações”.

 

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