Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024

Home em foco Delegado deve fazer parte da equipe de “inteligência” do novo governo

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A equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contará com um grupo de “inteligência estratégica”. O departamento será responsável por cuidar da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – dois departamentos sensíveis e estratégicos para a nova gestão.

O grupo deve ser composto por dois homens da estrita confiança de Lula – o ex-chefe de segurança do Palácio do Planalto, Gonçalves Dias, que é general da reserva do Exército; e o coordenador da escolta da campanha, o delegado da Polícia Federal Andrei Passos. O nome deles apareceu em uma lista que estava nas mãos do vice-presidente e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), enquanto ele dava uma entrevista, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

A lista, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi fotografada enquanto Alckmin a consultava para anunciar alguns integrantes da equipe de transição, como os economistas Persio Arida e André Lara Resende. Nem todos os nomes, no entanto, foram definidos – e divulgados – até agora. O papel listava em ordem numérica os 31 grupos temáticos que devem discutir a montagem dos futuros ministérios de Lula.

O general e o delegado já vinham contribuindo ativamente durante a campanha. GDias, como é conhecido, atua mais discretamente como conselheiro de Lula nos assuntos relacionados às Forças Armadas.

Nos oito anos em que Lula foi presidente, o militar foi apelidado de “sombra” por estar presente em praticamente todas as movimentações do então mandatário, o que incluía as agendas oficiais, viagens ao exterior e até programas de férias.

Já o delegado Passos coordenou a equipe de segurança de Lula durante a campanha eleitoral e deve continuar no posto até que o petista tome posse, em janeiro. A partir daí, quem assume a escolta é o GSI.

Antes de o nome dele aparecer na lista, o delegado já vinha sendo cotado como um dos favoritos a assumir o cargo de diretor-geral da PF. Ele está em Brasília desde a semana passada – chegou antes que o presidente eleito e tem acompanhado de perto as reuniões da transição no CCBB.

Na quarta-feira (9), integrantes da transição relataram a troca do sistema de internet do Centro Cultural como uma ação para reforçar a segurança da equipe. Há um temor entre os petistas de que alguém pudesse ter instalado programas espiões na rede.

Há uma semana, o delegado da PF também coordenou a varredura nas instalações do CCBB e participou da primeira visita ao local junto com Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante, outros dois coordenadores da transição.

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