Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026

Home Flávio Pereira Deputado Bonatto condiciona permanência no PSDB ao expurgo do ex-prefeito de Viamão, já cassado e condenado

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Líder da bancada e deputado mais votado do PSDB, o deputado estadual Professor Bonatto informou ontem ao jornalista Flavio Pereira, que  enviou ofício à direção do PSDB condicionando sua permanência ao expurgo do ex-prefeito de Viamão  Rafael Bortoletti, “cassado por práticas imorais e gestão desastrosa que mancham a credibilidade do partido”. Antes de sair do comando do PSDB, a ex-presidente Paula Mascarenhas  já havia proposto a expulsão de Bortoletti devido à cassação do mandato por abuso de poder econômico na eleição e especialmente pela condenação a seis meses de detenção por crime contra uma mulher.

Bonatto revelou que tem convite para ingressar no PSD, mas disse ao presidente nacional, Aécio Neves, e ao presidente estadual, Moisés Barbosa, que não sairá do PSDB se a direção tucana abraçar o projeto de desenvolvimento de Viamão, rechaçando ‘desvios de conduta que afrontam a ética pública’. Duas vezes prefeito de Viamão, Bonatto fez um alerta e coloca condições para permanecer no partido:

– Deixo absolutamente claro que não abrirei mão de retomar os rumos do PSDB na cidade de Viamão, por convicção, por responsabilidade histórica e por lealdade incondicional aos princípios que fundaram este partido. Esse compromisso somente deixará de existir se o próprio PSDB, por decisão consciente de suas instâncias e lideranças, optar por renunciar à história que construímos juntos, à trajetória que representei nas urnas e ao projeto político que consolidou a identidade tucana em nosso município”, escreveu aos dirigentes tucanos.

Partidos cortejam delegado Zucco para concorrer a Deputado Federal

Em meio a tantas especulações que cercam o período que precede as definições de candidaturas majoritárias – Governador, vice-governador e senador – e proporcionais – deputado estadual e deputado federal –  o deputado estadual Delegado Zucco passou a ser cortejado por vários partidos para concorrer à Câmara dos Deputados e herdar a votação do seu irmão, o Deputado federal Zucco (PL), pré-candidato ao Palácio Piratini (259.023 votos, 4,20% dos votos válidos dos eleitores gaúchos em 2022).  Ontem, o Delegado Zucco, respondeu a duas perguntas do colunista Flavio Pereira: Permanece no Republicanos? Concorre a deputado federal? As respostas:

– Permaneço no Republicanos, e vou concorrer à reeleição. Confio no apoio do Republicanos ao meu irmão Luciano Zucco, pré-candidato ao governo do estado.  Estou convicto de que, como deputado estadual, na Assembleia poderei ajudar mais ao futuro governador Zucco”, afirmou .

Issur é nomeado Secretário Adjunto de Inovação, Ciência e Tecnologia

Em ato publicado ontem no Diário Oficial, o deputado estadual Professor Issur Koch (PP) foi nomeado pelo governador Eduardo Leite para o cargo de Secretário de Estado de Inovação, Ciência e Tecnologia Adjunto. Issur exerceu dois mandatos como deputado estadual.

“Nesses sete anos na Assembleia, sempre tive o propósito de contribuir com pautas ligadas à inovação, à tecnologia, à qualificação profissional e à formação de jovens. Hoje, especialmente na nossa região, há um desafio evidente: existem vagas e oportunidades, mas falta mão de obra qualificada para ocupá-las. Por isso, fomentar a inovação e ampliar a oferta de empregos qualificados é fundamental para o desenvolvimento regional”, afirma Koch.

Herança bendita na UFRGS

Quem viu os resultados da Avaliação Quadrienal da Capes – órgão do MEC que regulamenta e avalia os cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil –  entre 2021–2024 identificou ali a evolução da pós-graduação da UFRGS e o fortalecimento de sua reputação acadêmica no cenário nacional e internacional. O dado positivo não trouxe nenhuma surpresa: o ciclo avaliativo coincide integralmente com a gestão do ex-reitor Carlos André Bulhões. Apesar de ter sido alvo constante de críticas políticas durante sua administração, Bulhões adotou decisões estruturantes que produziram efeitos concretos, agora refletidos nas notas da Capes. Bulhões aliás, deveria receber uma medalha especial: o resultado positivo foi alcançado em um dos períodos mais adversos da história recente, marcado pela pandemia, por enchentes e por sucessivas situações de calamidade. O desempenho da UFRGS pode ser considerado uma herança bendita, construída com planejamento, rigor administrativo, destacada governança institucional, adequado controle orçamentário e compromisso com a excelência acadêmica. Os números falam por si.

Exportações brasileiras aos EUA têm a maior queda desde a pandemia

O jornalista Flavio Pereira recebeu do presidente Abrão Neto, da Amcham Brasil (maior entidade multissetorial do país e a maior Câmara Americana de Comércio fora dos Estados Unidos), avaliação sobre a queda das exportações brasileiras aos EUA:

“As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram, em 2025, a maior queda dos últimos cinco anos, interrompendo o dinamismo do comércio bilateral observado desde a recuperação pós-pandemia. De acordo com a edição anual do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em estatísticas oficiais do governo brasileiro, as vendas ao mercado americano totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma retração de 6,6% em relação a 2024.

O resultado contrasta com o desempenho positivo das exportações brasileiras para outros parceiros relevantes, como China, União Europeia e Mercosul, e levou à redução da participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira, que passou de 12,0% para 10,8%. Trata-se da participação mais baixa desde 2020.

Tarifas e petróleo explicam a retração

A Amcham aponta dois fatores principais para a queda das exportações em 2025. O primeiro é o impacto das sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros.

O segundo fator foi a queda nas vendas de petróleo bruto e combustíveis, que somaram retração de US$ 1,2 bilhão, influenciada pela maior produção interna nos Estados Unidos e, portanto, sem relação com tarifas.

Na avaliação da Amcham Brasil, o início de 2026 representa uma janela estratégica para o avanço das negociações bilaterais, com foco na redução de barreiras que hoje limitam o comércio entre os dois países.

Atualmente, produtos sujeitos a sobretaxas de 40% ou 50% representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos, evidenciando seu peso na pauta exportadora. Um eventual avanço nas negociações para a redução ou eliminação dessas tarifas será decisivo para impulsionar a retomada do crescimento das exportações brasileiras, especialmente de bens industriais.”

Por Flávio Pereira.

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