Domingo, 15 de Março de 2026

Home em foco Derrocada do governador do Distrito Federal com o escândalo do Banco Master elevou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao posto de principal articuladora política da direita em Brasília

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A derrocada do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), elevou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao posto de principal articuladora política da direita no Distrito Federal. Se antes o grupo contava com a força do governador, reeleito no primeiro turno em 2022, agora, em meio ao caso Master, passa a orbitar em torno de Michelle, que servirá de cabo eleitoral nas disputas locais, a começar pela chapa puro-sangue do PL, que terá ela própria e a deputada federal Bia Kicis como candidatas ao Senado.

A ex-primeira-dama é a maior patrocinadora da candidatura de Celina Leão (PP), vice de Ibaneis, ao governo distrital. Mas a insistência no nome de Celina, de quem ela é amiga e jura lealdade publicamente, já causa desconforto em parlamentares do PL.

O incômodo no partido é com a dificuldade de separar Celina de Ibaneis e a certeza, entre esses quadros, de que o desgaste das relações entre Master e BRB também vai colar na vice-governadora. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já avisou que não vai contrariar Michelle.

A maioria no PL quer indicar o vice na chapa do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), candidato ao Buriti, mas ainda há indefinição sobre a situação de Arruda, que está inelegível. Valdemar liberou os deputados para apoiarem outros nomes que não o de Celina.

Antes mesmo de o PL abandonar oficialmente Ibaneis Rocha, Michelle já acompanhava com lupa, e algumas risadas, a briga do governador com a base. Após votação de socorro ao BRB no Legislativo, ele demitiu indicados de políticos aliados que votaram contra a proposta, que foi aprovada.

Caso Master

Como mostrou o Estadão, Ibaneis assinou, em nome de seu escritório de advocacia, a venda de R$ 10 milhões em honorários para um fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso Master, em setembro de 2023, quando já governava o Distrito Federal. Alguns dias antes, ele havia dito que estava fora do escritório desde 2018.

O governador tem evitado dar explicações sobre o caso. Recentemente, recusou um convite para falar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ele alegou que não tem “conhecimento técnico sobre o sistema financeiro” e não participou das operações entre BRB e Master. Antes da liquidação do Master, o governador defendeu o negócio publicamente.

Vorcaro disse à Polícia Federal (PF) que conversou algumas vezes com Ibaneis Rocha sobre a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). O banqueiro afirmou ainda que o governador já esteve pessoalmente em sua casa. O governador nega ter tratado do tema com o empresário. Segundo a PF e o Banco Central, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões de ativos podres do Master. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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