Sábado, 17 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de outubro de 2026
O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor nível da série histórica no acumulado dos últimos 12 meses, conforme dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Os números foram apresentados na tarde desta sexta-feira, 16, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em coletiva no Palácio do Planalto. Juntos, os dois biomas respondem por 85% do desmatamento no País.
Na Amazônia, a área desmatada caiu para 3.335 km² no período, o menor valor da série histórica iniciada em 1988, segundo o Inpe. Em quatro anos, a redução é de 71,2%. O Pará respondeu por 34% do desmatamento no bioma, com 1.130 km² em 12 meses. De acordo com o instituto, houve queda de 45,3% no Estado em relação a 2025.
Além do Pará, entre os Estados com maiores áreas desmatadas no acumulado de 12 meses no bioma amazônico estão Mato Grosso (849 km², queda de 46,7%), Amazonas (525 km², queda de 46,4%) e Roraima (286 km², alta de 0,4%).
No Cerrado, o desmatamento recuou para 5.517 km² no acumulado dos últimos 12 meses, o menor valor da série histórica iniciada em 2001. Em quatro anos, o bioma registrou redução de 48,4% na área desmatada.
A região do Matopiba – que abrange áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – é a que mais contribui para o desmatamento no Cerrado, segundo dados do Inpe. A fronteira agrícola é a porção do bioma com maior conversão de vegetação nativa. Maranhão (31%), Tocantins, Piauí e Bahia são, nessa ordem, os Estados com maior desmatamento no Cerrado.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, comemorou os números, que classificou como “um sonho para ambientalistas como ele”.
“Quantas vezes não ouvimos essa frase de que é impossível obter o desmatamento zero? Estamos trazendo resultados concretos para os biomas Amazônia e Cerrado”, disse.
Segundo ele, a redução gradativa, ano a ano, pode ser explicada com base em três “pilares essenciais”, que garantem a execução de políticas de combate ao desmatamento.
O ministro descreve que o primeiro pilar é seguir a ciência, respeitando dados e estudos; o segundo é a democracia, trazendo a sociedade para participar dos debates, com conselhos estaduais e municipais; e o terceiro pilar é o pacto federativo, com prefeitos e governadores aderindo ao plano de combate ao desmatamento, não importando o partido ou se são políticos de oposição ou da base do governo federal. (Com informações dos portais Estadão e Agência Brasil)