Domingo, 01 de Fevereiro de 2026

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Dias Toffoli conversou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de divulgar, na última quinta-feira (29), uma nota sobre o andamento da investigação das fraudes do Banco Master. Toffoli não falou para os colegas qual seria o teor da nota nem pediu a opinião deles. A intenção foi informar os ministros antes que eles conhecessem o texto pela imprensa, o que poderia causar algum tipo de ruído em uma Corte já dividida em torno do caso.

A decisão de Toffoli foi tomada em meio a críticas internas e externas sobre a forma pouco usual como vem conduzindo o caso. Em conversa com integrantes de seu gabinete, decidiu que era importante explicar publicamente os rumos do caso e retirar o sigilo do que fosse possível neste momento, com o cuidado de não atrapalhar as investigações.

No STF, há expectativa de que Toffoli torne públicos outros trechos da apuração. Com a iniciativa, o ministro tenta comunicar que há boa vontade para distensionar a relação institucional do tribunal e mostrar que as investigações correm dentro da normalidade. A nota divulgada por Toffoli é composta de 11 itens. As partes em negrito lembram que o relator foi escolhido por sorteio – ou seja, o ministro não teria tomado o caso para si a partir de interesses escusos. Em outro trecho, o relator ressalta que “o sigilo já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau”. Portanto, ele não poderia ser acusado de esconder detalhes das investigações por motivo pessoal.

Toffoli também ressaltou que o foro para o caso foi definido a partir de parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro acrescentou que as investigações ainda não foram concluídas porque a Polícia Federal pediu prazo extra de 60 dias.

Ainda na nota, Toffoli afirmou que “as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular”. E que, ao fim delas, vai definir se o caso continuará no STF, ou se será enviado de volta à primeira instância. Para reforçar o caráter de normalidade, o ministro divulgou, no mesmo dia, vídeos com depoimentos e acareação de testemunhas e investigados.

Mesmo com o movimento de Toffoli, o STF continua dividido. Parte do tribunal não vê problema na forma como o colega conduz o caso, mas outra ala acredita que a única forma de tirar o Supremo do centro da polêmica é com a volta da investigação para a primeira instância do Judiciário. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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Dias Toffoli conversou com ministros do Supremo antes de divulgar nota sobre o andamento da investigação das fraudes do Banco Master
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