Sábado, 21 de Março de 2026

Home Política Diferentemente da situação de Bolsonaro quando ficou preso na Superintendência da Polícia Federal, o dono do Banco Master está em uma cela comum com cama, banheiro e cercada por grades

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Diferentemente da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quando ficou preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está em uma cela comum com cama, banheiro e cercada por grades.

Bolsonaro, por sua vez, permaneceu em uma sala de Estado, sem grades, equipada com banheiro, armários, televisão e frigobar. O espaço é reservado a autoridades por lei, como ex-presidentes.

Vorcaro foi transferido na última quinta-feira (19) do Presídio Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, para discutir os termos de sua delação premiada.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata o inquérito sobre irregularidades relacionadas à instituição financeira, a pedido da defesa de Vorcaro. Ele foi transferido de helicóptero. O ex-presidente Jair Bolsonaro também ficou preso na Superintendência até janeiro deste ano, quando foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.

Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março deste ano, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central.

Na última semana, ele anunciou uma troca na sua defesa, e substabeleceu procuração para o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Juca já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro na Operação Lava-Jato.

O advogado também teve como cliente o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Vorcaro não pretende envolver ministros do Supremo em um eventual acordo relacionado ao Master e tem dito que fará isso apenas se for inevitável.

Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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