Quinta-feira, 19 de Março de 2026

Home Política Diretor-geral da Polícia Federal diz que a corporação não será intimidada e reafirma foco em fraudes bilionárias no caso do Banco Master

Compartilhe esta notícia:

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nessa quarta-feira (18), em um evento na Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em São Paulo, que a corporação “não será intimidada”.

Rodrigues acrescentou que a PF seguirá investigando “até o fim” as suspeitas relacionadas ao caso Master, que apura fraudes bilionárias no sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Andrei disse que a PF tem sido alvo de ataques e insinuou que parte do debate público tenta desviar o foco das irregularidades investigadas.

“Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja.”

A fala ocorre em um momento em que o inquérito conduzido pela PF passa por uma nova fase sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em fevereiro, Mendonça determinou a retomada do fluxo ordinário das investigações, restabelecendo perícias e depoimentos e restringindo o acesso aos dados apenas a agentes diretamente envolvidos, medida que buscou blindar o inquérito de interferências e vazamentos.

Na última terça (18), a PF pediu a Mendonça prorrogação do inquérito do caso Master, solicitando mais tempo para a investigação.

A praxe, em casos como esse, é o STF atender à solicitação dos investigadores. André Mendonça deve decidir sobre a prorrogação nos próximos dias.

Críticas

No discurso, Andrei afirmou que a instituição tem sido alvo de questionamentos em ambientes informais e ataques nas redes sociais.

Ele defendeu o papel da imprensa profissional e criticou tentativas de descredibilizar o trabalho da PF. “A Polícia Federal tem sido vítima (…) de ataques covardes e ataques inaceitáveis à nossa instituição.”

“O que se fala hoje é da intimidade de um casal, é fofoca, é ruído. E temos, repito, uma fraude do sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais.”
A fala faz referência indireta à repercussão pública de conteúdos paralelos ao caso – principalmente relativo a conversas entre Vorcaro e sua ex-noiva Marta Graeff – enquanto a PF mantém a análise de um grande volume de provas apreendidas.

O diretor-geral reafirmou que o foco da corporação permanece na investigação principal, que envolve suspeitas de fraudes financeiras estimadas em dezenas de bilhões de reais.

Essa linha de atuação segue a determinação recente do ministro André Mendonça, ao assumir o caso, que devolveu autonomia operacional à PF.

Mendonça retirou restrições impostas pelo antigo relator, Dias Toffoli, permitindo que o inquérito avance “no ritmo técnico das equipes”.

O caso Master segue em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), com diligências, perícias e depoimentos sendo retomados após a reorganização processual determinada por Mendonça. (Com informações do portal de notícias g1)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo que comprou fatia de empresa do ministro do Supremo Dias Toffoli em resort
Presidente da CPMI do INSS cobra investigação sobre a companhia que Lulinha abriu na Espanha
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News