Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

Home Sem categoria Dólar cai a R$ 5,17, mas tensão no Oriente Médio derruba Bolsa brasileira

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O dólar oscilou ao longo desta quarta-feira (10), mas encerrou o pregão em queda de 0,10%, cotado a R$ 5,1721. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,70%, aos 168.619 pontos, em um dia marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos.

Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 0,30% na semana e de 2,57% no mês. No ano, entretanto, o dólar ainda registra queda de 5,77% frente ao real.

O Ibovespa, por sua vez, passou a acumular recuo de 0,21% na semana e de 2,95% em junho. Apesar das perdas recentes, o índice mantém valorização de 4,68% em 2026.

Os mercados voltaram a operar sob forte influência do cenário geopolítico. Após um breve alívio na sessão anterior, investidores repercutiram novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito envolvendo Irã e Israel.

Trump acusou o Irã de ser responsável pela derrubada de um helicóptero militar norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Segundo o presidente, os Estados Unidos responderão ao episódio.

Uma autoridade militar americana informou ao site Axios que um drone iraniano teria atingido a aeronave. As investigações, porém, ainda não concluíram se o ataque foi intencional.

O discurso do presidente americano marcou uma mudança em relação às declarações feitas nos últimos dias. Na segunda-feira, Trump havia afirmado que um possível acordo de paz na região estava em fase final de negociação. Nesta quarta-feira, no entanto, adotou um tom mais duro e classificou o Irã como o “valentão do Oriente Médio”, afirmando que o país terá de “pagar o preço” por não ter aceitado um acordo.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que as Forças Armadas iranianas estariam enfraquecidas e voltou a ameaçar novas ações militares. Mais tarde, em entrevista à emissora Fox News, disse estar próximo de autorizar novos ataques contra instalações de infraestrutura iranianas. Durante a tarde, também declarou que os Estados Unidos realizaram uma operação no Estreito de Ormuz para garantir a passagem de navios petroleiros.

A escalada das tensões impulsionou os preços internacionais do petróleo. O barril do Brent, referência global da commodity, avançou 2,55%, negociado a US$ 93,78. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 2,86%, para US$ 90,72 por barril.

No campo econômico, investidores também analisaram os novos dados de inflação dos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) registrou alta de 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, o maior avanço desde abril de 2023.

O indicador reforçou as expectativas em torno da chamada “Superquarta” da próxima semana, quando o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e o Banco Central do Brasil anunciarão suas decisões sobre as taxas básicas de juros.

A reunião do Fed será a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, aumentando a atenção dos investidores sobre possíveis sinalizações para os próximos passos da política monetária norte-americana.

Diante da combinação entre tensões geopolíticas e incertezas sobre os juros, os mercados adotaram uma postura mais cautelosa, refletida na queda da bolsa brasileira e na volatilidade observada ao longo do dia no câmbio.

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