Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 25 de setembro de 2026
O dólar comercial fechou a sessão desta sexta-feira (25) em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1817. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 0,27%, aos 183.476,86 pontos. O mercado acompanhou a divulgação do IPCA-15 de setembro, que mostrou aceleração da inflação acima das expectativas, além do comportamento dos preços do petróleo e dos mercados internacionais.
O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, após registrar queda de 0,40% em agosto. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, de 0,53%. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 4,47%. Os dados aumentaram a atenção dos investidores sobre a trajetória da inflação e os próximos passos da política monetária brasileira.
No mercado de câmbio, o dólar oscilou durante o pregão, acompanhando também o comportamento da moeda norte-americana no exterior. Na quinta-feira (24), a divisa havia fechado em R$ 5,1931, com alta de 0,47%, no maior nível desde o fim de agosto.
Na Bolsa, o Ibovespa chegou a operar abaixo dos 183 mil pontos durante a sessão, mas reduziu parte das perdas antes do encerramento. O índice terminou aos 183.476,86 pontos, registrando a terceira queda consecutiva. Na semana, o recuo acumulado foi de 0,95%.
O movimento do mercado acionário também foi influenciado pelas ações da Petrobras e pelo comportamento do petróleo. A commodity permaneceu entre os principais pontos de atenção dos investidores, em meio às incertezas relacionadas às negociações internacionais envolvendo Estados Unidos e Irã e à possibilidade de mudanças no fluxo pelo Estreito de Ormuz.
No exterior, os investidores também acompanharam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que permaneceram em níveis elevados. O movimento dos Treasuries influencia as condições financeiras globais e pode afetar o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o brasileiro.
A sessão encerrou uma semana marcada por oscilações nos mercados financeiros, com os investidores avaliando dados de inflação, perspectivas para os juros e fatores externos, principalmente petróleo e condições financeiras nos Estados Unidos.