Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Home Economia Dólar fecha no menor nível desde maio de 2024 e bolsa brasileira recua

Compartilhe esta notícia:

O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (29) em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,1940, no menor patamar de fechamento desde maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também terminou o dia no campo negativo. Após atingir uma nova máxima intradiária, próxima dos 186 mil pontos, o índice recuou e fechou em baixa de 0,84%, aos 183.134 pontos.

Com o encerramento da chamada “Superquarta”, quando foram divulgadas as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados passaram a direcionar a atenção para novos indicadores econômicos. Na véspera, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros americana no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 15% ao ano.

No cenário doméstico, a agenda econômica trouxe os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil criou 1,279 milhão de empregos formais em 2025. Os números ajudam a calibrar as expectativas para a atividade econômica no início de 2026 e são observados pelo mercado como um dos fatores que podem abrir espaço para cortes graduais na taxa básica de juros.

Nos Estados Unidos, um dia após a decisão do Fed, o presidente Donald Trump voltou a pressionar publicamente a autoridade monetária. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que Jerome Powell não teria justificativa para manter os juros em nível elevado, alegando que a decisão prejudica a economia americana, gera custos bilionários e afeta a segurança nacional.

Além disso, investidores acompanharam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e os dados da balança comercial, indicadores considerados relevantes para avaliar o ritmo da economia americana. A temporada de balanços corporativos também permaneceu no radar.

Decisões de juros

Na reunião de quarta-feira, o Fed interrompeu uma sequência de três cortes consecutivos ao manter a taxa básica no menor nível desde setembro de 2022. No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) destacou que o mercado de trabalho segue com criação moderada de vagas, enquanto a inflação permanece ligeiramente acima da meta, justificando a postura cautelosa.

Em entrevista, o presidente do Fed indicou que novos cortes não devem ocorrer no curto prazo. Para o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, a economia dos Estados Unidos ainda apresenta resiliência. Segundo ele, dados do terceiro trimestre de 2025 apontaram crescimento consistente, impulsionado pelo consumo das famílias, exportações e gastos do governo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes já na próxima reunião, em março, caso o cenário de inflação se confirme. O BC, no entanto, reforçou que a política monetária seguirá em patamar restritivo e que qualquer redução será feita de forma gradual.

Atualmente, a Selic está no maior nível em quase duas décadas. Em julho de 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo federal defendem a redução dos juros, argumentando que taxas elevadas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e os investimentos e acabam freando a atividade econômica.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Caso Master: Daniel Vorcaro e ex-presidente do BRB divergiram sobre origem de carteiras vendidas ao banco público em acareação no Supremo
Trechos do depoimento de Daniel Vorcaro mostram que ele se vê como vítima de uma campanha difamatória liderada por bancos de maior porte
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News