Quinta-feira, 05 de Março de 2026

Home Brasil Dono do Banco Master ocultou R$ 2 bilhões em conta em nome de seu pai

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O banqueiro Daniel Vorcaro continuou a ocultar recursos bilionários em uma gestora de investimentos mesmo após ter sido liberado de sua primeira prisão na Operação Compliance Zero em novembro, segundo informa a Polícia Federal (PF). Segundo os investigadores, enquanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) “sangrava” para cobrir o rombo do Master no mercado financeiro, Vorcaro ocultou de credores e vítimas R$ 2,2 bilhões.

O montante estava, ainda de acordo com a Polícia Federal, na conta do pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, junto à empresa CBSF DTVM, a ex-Reag. A Reag é citada na Operação Carbono Oculto, que investiga a lavagem de dinheiro do PCC em fundos de investimento. A empresa tem negado irregularidades.

A defesa de Henrique Vorcaro nega que a conta citada pela Polícia Federal seja de sua titularidade. Os advogados pediram a Mendonça acesso a documentos da corporação que embasam a indicação, feita na representação pela terceria fase da Operação Compliance Zero, de ocultação de valores na conta em nome do pai do banqueiro.

A PF considerou a ocultação dos valores, mesmo após a liberação de Vorcaro em novembro, como uma confirmação dos indícios de reiteração delitiva do banqueiro – ou seja, que ele continuou com as “condutas ilícitas” em meio à investigação sobre o escândalo do Master.

Os indícios de “ocultação e dilapidação do patrimônio obtido ilicitamente” foi uma das justificativas que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, citou para decretar a nova prisão de Vorcaro, cumprida nesta manhã.

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também foi citado no pedido que a liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, fez à Justiça dos Estados Unidos, nesta semana, para congelar uma mansão na Flórida que seria de propriedade da família Vorcaro. O documento sustenta que Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro, pai e irmã do banqueiro, utilizaram a empresa Sozo para adquirir a mansão, em fevereiro de 2023, como parte de um suposto esquema para “comprar ativos com recursos desviados do Master”, dando “continuidade à fraude”.

Leia a íntegra da nota de Henrique Vorcaro:

A defesa de Henrique Vorcaro esclarece que são incorretas as informações divulgadas, no sentido de que a conta mencionada na decisão do STF, seja de sua titularidade.

Na busca por esclarecimentos, e diante da gravidade da menção e da repercussão gerada, a defesa requereu, em caráter de urgência, ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça acesso à documentação apresentada pela Polícia Federal que teria embasado essa afirmação, para verificar eventuais equívocos no material utilizado. Foi solicitado também acesso integral ao material probatório citado na decisão para garantir o acompanhamento do processo e a análise adequada das informações.

A defesa reafirma desconhecer a existência de qualquer conta e com tais valores e reitera ser imperativo que os fatos sejam devidamente esclarecidos. Entende-se a legítima preocupação com a reparação dos danos, mas ressalta ser essencial preservar a correção das informações divulgadas.

 

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