Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Home Variedades Dor nos nervos: estudo não comprova benefício de medicamentos à base de cannabis para condição

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A dor neuropática crônica é causada por danos nos nervos. Os medicamentos existentes hoje ajudam apenas uma minoria dos pacientes, o que impulsiona o interesse em alternativas, como medicamentos à base de cannabis, que incluem: cannabis em forma de erva ou ingredientes isolados da planta, como o tetrahidrocanabinol (THC), administrados por inalação, sprays bucais, comprimidos, cremes e adesivos transdérmicos.

Porém, uma revisão atualizada, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, mostra que não existem evidências claras de que medicamentos à base de cannabis proporcionem alívio da dor neuropática crônica.

Para o estudo, pesquisadores analisaram 21 ensaios clínicos envolvendo mais de 2.100 adultos, comparando medicamentos à base de cannabis com placebo durante períodos de duas a 26 semanas.

Os medicamentos à base de cannabis foram agrupados em três tipos: produtos que contêm principalmente THC, o componente psicoativo da cannabis; produtos que contêm principalmente canabidiol (CBD), um composto não intoxicante; e produtos com equilíbrio de THC/CBD, que contêm quantidades semelhantes de ambos.

A revisão mostrou que não encontrou evidências de alta qualidade de redução da dor neuropática em relação ao placebo em nenhum dos três tipos de medicamentos. Embora alguns pacientes que usaram produtos com THC e CBD tenham relatado pequenas melhorias, essas mudanças, segundo os pesquisadores, não foram significativas o suficiente para serem consideradas clinicamente relevantes.

O relato de eventos adversos também não foi consistente levando os pesquisadores a nivelarem a relação de efeitos colaterais a baixa e muito baixa em todos os tipos de medicamentos à base de cannabis.

Produtos contendo THC foram associados ao aumento de sintomas como tontura e sonolência, com um potencial aumento no número de pessoas que abandonaram os estudos devido a efeitos colaterais.

“Precisamos de estudos maiores e bem elaborados, com duração de tratamento de pelo menos 12 semanas, que incluam pessoas com doenças físicas e transtornos mentais concomitantes, para compreender plenamente os benefícios e os malefícios dos medicamentos à base de cannabis”, afirmou Winfried Häuser, autor principal do estudo e médico da Universidade Técnica de Munique e do Centro Médico de Medicina da Dor e Saúde Mental de Saarbrücken.

Segundo Häuser, atualmente, a maioria dos ensaios clínicos são de qualidade baixa para “permitir conclusões definitivas”.

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