Sexta-feira, 13 de Março de 2026

Home Acontece Eduardo Leite articula em Brasília solução para dívidas do agro e pressiona Senado

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Em meio a uma das maiores crises do agronegócio gaúcho nas últimas décadas, o governador Eduardo Leite intensificou sua articulação política em Brasília para buscar uma saída estruturada ao endividamento rural. Em reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o chefe do Executivo estadual reforçou a urgência na votação do Projeto de Lei 5.122/2023, que prevê mecanismos de renegociação das dívidas acumuladas por produtores do Rio Grande do Sul após sucessivas perdas provocadas por estiagens e enchentes.

O campo gaúcho enfrenta um passivo estimado em R$ 20 bilhões, resultado da combinação de eventos climáticos extremos e da dificuldade de acesso a linhas oficiais de crédito. Embora o governo federal tenha liberado R$ 12 bilhões em medidas emergenciais, apenas R$ 7 bilhões foram efetivamente contratados, devido a entraves burocráticos e exigências de garantias que limitaram o alcance dos programas.

Sem alternativas, muitos produtores recorreram ao crédito de mercado, com juros médios próximos de 18% ao ano, o que elevou ainda mais a pressão financeira. O risco de inadimplência em massa preocupa cooperativas e bancos regionais, que já sinalizam retração na concessão de novos financiamentos. Para aliviar parte da carga, o governo estadual anunciou R$ 150 milhões para apoiar a prorrogação de dívidas, mas o valor é considerado insuficiente diante da dimensão do problema.

Durante o encontro, Leite destacou que as medidas adotadas até agora foram importantes, mas não resolvem a magnitude da crise. “Tudo que foi feito até aqui ajudou, mas ainda é insuficiente diante do tamanho da necessidade dos produtores rurais gaúchos”, afirmou.

Alcolumbre, por sua vez, comprometeu-se a articular uma nova rodada de diálogo com líderes partidários, representantes do governo federal e o Ministério da Casa Civil. Caso não haja acordo com o Executivo, o presidente do Senado poderá pautar diretamente o projeto para votação.

A aprovação do PL 5.122 permitiria renegociação com prazos estendidos e juros subsidiados, criando fôlego para os produtores reorganizarem suas finanças. A medida pode preservar a capacidade produtiva do Estado, responsável por cerca de 15% da produção agrícola nacional, e evitar uma onda de falências que teria reflexos sociais e econômicos profundos.

Além do impacto econômico, o avanço da pauta fortalece a imagem de Leite como articulador nacional e coloca o Senado no centro da solução para uma crise que extrapola fronteiras estaduais.

Com aprovação do PL 5.122: produtores ganham tempo e condições mais favoráveis para reorganizar suas dívidas, cooperativas mantêm estabilidade e o Estado preserva sua relevância no agronegócio nacional.

Sem aprovação: risco de inadimplência em massa, retração de crédito, falências de pequenos e médios produtores e impacto direto na economia gaúcha, com reflexos no abastecimento e nos preços dos alimentos.

A reunião em Brasília simboliza mais do que um ato político: é um movimento decisivo para evitar que o agro gaúcho entre em colapso. Eduardo Leite sai com expectativa positiva, mas o desfecho dependerá da capacidade de articulação no Senado e da disposição do governo federal em construir uma saída efetiva. O futuro do campo gaúcho está, neste momento, nas mãos da política nacional. (Por Gisele Flores- gisele@pampa.com.br)

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