Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 14 de fevereiro de 2026
A disputa eleitoral em 2026 no Distrito Federal marcará o primeiro teste eleitoral da primeira-dama Michelle Bolsonaro, aposta do PL ao Senado, enquanto o governador Ibaneis Rocha é pressionado pelo escândalo do Banco Master e da operação do BRB para salvá-lo.
Enquanto isso, com o PL fora da corrida ao Palácio do Buriti, despontam como candidatos a vice-governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), em uma disputa hoje considerada aberta. Ambos buscam apoio do bolsonarismo para viabilizar suas candidaturas.
Já a esquerda está atrás tanto na corrida no Senado quanto na disputa pelo governo. Além do cenário desfavorável segundo pesquisas de intenção de voto, o campo está fragmentado.
Michelle deve estrear disputando o Senado
Priorizando a eleição para o Senado e com a decisão de Jair Bolsonaro de indicar o filho Flávio como nome ao Planalto, o PL aposta em Michelle no Distrito Federal. Até então, ela tem viajado o País, enquanto líder do PL Mulher, ala feminina do partido, e, em julho de 2025, alterou seu domicílio eleitoral para a capital federal, um requisito para se candidatar a um cargo eletivo pelo Distrito Federal.
A deputada federal Bia Kicis avaliou que o lançamento da pré-candidatura de Flávio à Presidência tornou “natural” que Michelle opte por se candidatar ao Senado do DF.
“O foco do PL não é a Presidência, mas fazer maioria no Senado e na Câmara. Não queremos deixar nenhum voto que possa eleger senadores de esquerda”, afirmou Kicis.
O próprio PL espera a confirmação da candidatura de Michelle ao Senado, mas a ex-primeira-dama ainda não cravou que pretende disputar o cargo.
Para Joscimar Silva, professor de Ciência Política da UnB, Michelle tem evitado uma exposição que poderia prejudicá-la.
“Ela parece ter uma capacidade de articular nos bastidores, de fazer um trabalho que não aparece tanto e talvez isso irrite os filhos do Bolsonaro, porque assim vai ganhando corpo político e autonomia”, complementa o professor Vladimir Ferrari Puzone, também da UnB.
Ao contrário de Michelle, Bia Kicis expressou que gostaria de disputar o Senado pelo DF na eleição deste ano. A pré-campanha da deputada federal embaralha o cenário da outra vaga em disputa, que também é cobiçada pelo atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Até então favorito na disputa, sobretudo diante da reeleição ainda no primeiro turno ao governo em 2022, Ibaneis está sob foco de escrutínio em razão das relações do BRB com o Banco Master.
Para Joscimar Silva, Ibaneis mantém interlocução com faixas amplas do eleitorado, o que pode beneficiá-lo na disputa. “Apesar do Ibaneis falar com o eleitor bem bolsonarista, mais radicalizado, ao mesmo tempo ele se apresenta como gestor, não como político, e isso é bem recebido pelo eleitorado do DF”, explicou o professor da UnB. Joscimar Silva, professor de Ciência Política da UnB.
“Ibaneis tem total legitimidade de concorrer, assim como eu e Michelle. Vamos deixar o povo de Brasília decidir”, afirmou Bia Kicis. Com informações do portal Estadão.