Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026

Home em foco Eleição para o Senado se tornou o principal campo de batalha entre o bolsonarismo e o governo Lula em 2026

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A eleição para o Senado se tornou o principal campo de batalha entre o bolsonarismo e o governo Lula em 2026 após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passar a defender a estratégia de conseguir maioria na Casa para pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Levantamento feito pelo jornal O Estados de São Paulo com base em pesquisas eleitorais de diferentes institutos em todos os Estados e no Distrito Federal mostra que MDB, PL e PP são os partidos com mais pré-candidatos despontando como favoritos. Ainda é cedo, porém, para saber se a tática bolsonarista dará certo ou se será atrapalhada pelas alianças regionais que o PT pretende fazer com partidos de centro e do Centrão, sobretudo no Nordeste.

O critério utilizado para definir os nomes que largam na frente foi a vantagem superior à margem de erro em um ou mais cenários testados pela pesquisa – em parte dos casos, políticos que já declararam publicamente que serão candidatos a outros cargos, como governador, foram desconsiderados do levantamento.

O método permitiu identificar nomes para 60% das 54 vagas que estarão em disputa neste ano. Nos 40% restantes, o cenário segue indefinido: em alguns Estados há um favorito apenas para a primeira vaga; em outros, não há clareza sobre quem serão os candidatos.

São Paulo é exemplo disso. À esquerda, não há nomes definidos. À direita, persiste a incógnita envolvendo o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL). O cenário também está indefinido em Estados como Minas Gerais.

Já o Rio Grande do Sul pode ter uma das eleições ao Senado mais disputadas do País. Há empate técnico na Real Time Big Data entre o governador Eduardo Leite (PSD), que pode disputar a Presidência, Manuela D’Ávila (PSOL) e os deputados Paulo Pimenta (PT) e Marcel van Hattem (Novo).

Guinada à direita

“Vamos, sim, ter um Senado conservador, mais à direita e voltado para a pauta de costumes. Mas senadores bolsonaristas dispostos, por exemplo, a votar pelo impeachment de ministros do Supremo, não acredito que serão muitos”, afirmou Murilo Hidalgo, CEO do Paraná Pesquisas.

Ela avaliou que os governadores que vão concorrer, como Denarium, Castro, Cameli e Mauro Mendes (MT), são favoritos e se situam no campo da centro-direita. “Acho pouco provável que votem para cassar ministros do STF”, disse Hidalgo. A tendência, destacou, é de que a maioria dos eleitos componha uma “direita governista”, nos moldes do Senado atual.

Hidalgo afirmou também que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, se for mantida, pode embaralhar ainda mais a disputa pelo Senado. “O Flávio muda bastante o cenário. Se for candidato (ao Planalto), vai precisar lançar senadores para ter palanque e tende a apostar em nomes mais radicais.”

 

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