Domingo, 08 de Fevereiro de 2026

Home Brasil Eleições 2026: Flá­vio Bolsonaro escan­teia apro­xi­ma­ção com mili­ta­res e pri­o­riza a classe polí­tica

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O sena­dor Flá­vio Bol­so­naro (PL-RJ), pré-can­di­dato à Pre­si­dên­cia da Repú­blica, foca suas arti­cu­la­ções na classe polí­tica e tem dei­xado para depois uma even­tual apro­xi­ma­ção com a esfera mili­tar. Pes­soas pró­xi­mas a Flá­vio ouvi­das pelo Esta­dão/Bro­ad­cast afir­ma­ram des­co­nhe­cer con­ver­sas do par­la­men­tar com inte­gran­tes das For­ças Arma­das.

Isso repre­senta uma dife­rença em rela­ção ao seu pai, o ex-pre­si­dente Jair Bol­so­naro (PL), que, desde a pré-cam­pa­nha elei­to­ral, já anun­ci­ava a inten­ção de rechear um futuro governo com “gene­rais cinco estre­las”, ou seja, mili­ta­res de alta patente.

De acordo com ali­a­dos, Flá­vio dá pri­o­ri­dade a ali­an­ças polí­ti­cas e ao con­ven­ci­mento do mer­cado finan­ceiro, com pita­das de polí­tica inter­na­ci­o­nal. Isso se reflete em sua equipe e nas agen­das. Esses ali­a­dos não des­car­ta­ram, porém, a pos­si­bi­li­dade de o par­la­men­tar tra­var con­ver­sas com os mili­ta­res no futuro nem de nomear ofi­ci­ais das For­ças Arma­das em um even­tual governo.

Desde que anun­ciou sua inten­ção de con­cor­rer à Pre­si­dên­cia, em 5 de dezem­bro, Flá­vio se movi­menta para atrair o apoio de par­ti­dos de cen­tro, como Repu­bli­ca­nos, União Bra­sil, PSD e PP, para ten­tar garan­tir palan­ques esta­du­ais e recur­sos elei­to­rais, como tempo de tele­vi­são.

Para isso, o sena­dor já se encon­trou com figu­ras como o gover­na­dor de São Paulo, Tar­cí­sio de Frei­tas (Repu­bli­ca­nos), e os pre­si­den­tes do PP, sena­dor Ciro Nogueira (PI), e do União Bra­sil, Antô­nio Rueda.

Os dois par­ti­dos, porém, ainda aguar­dam uma maior defi­ni­ção do cená­rio, enquanto o PSD, de Gil­berto Kas­sab, arti­cula um nome alter­na­tivo. Em busca de ali­an­ças, Flá­vio esca­lou o sena­dor Rogé­rio Mari­nho (PL-RN) como coor­de­na­dor polí­tico e este se reti­rou da dis­puta pelo governo do Rio Grande do Norte.

Flá­vio tam­bém pro­cura rever­ter a des­con­fi­ança do mer­cado finan­ceiro em rela­ção ao seu nome e encar­re­gou o empre­sá­rio Filipe Sabará de cons­truir pon­tes com a Faria Lima e com a classe empre­sa­rial. O “entorno eco­nô­mico” do sena­dor ainda abarca nomes como o do ex-minis­tro Adolfo Sach­sida e do ex-pre­si­dente do BNDES Gus­tavo Monte­zano.

Outra emprei­tada do sena­dor é a polí­tica inter­na­ci­o­nal. Flá­vio via­jou para Israel e para o Bah­rein, se encon­trou com o pri­meiro-minis­tro isra­e­lense,

Bin­ya­min Netan­yahu, e outros nomes da direita con­ser­va­dora. Tam­bém pre­para via­gens ao México, à Argen­tina e a outros paí­ses da Amé­rica Latina.

Ali­a­dos des­ta­ca­ram os per­fis dife­ren­tes de Flá­vio e Jair Bol­so­naro. Enquanto o pai inte­grou o Exér­cito até 1988 – quando pas­sou para a reserva e se ele­geu vere­a­dor do Rio de Janeiro –, o filho mais velho nunca inte­grou as For­ças Arma­das e apos­tou na car­reira polí­tica e empre­sa­rial.

For­mado em Direito, o “01” assu­miu seu pri­meiro man­dato polí­tico, o de depu­tado esta­dual do Rio, aos 21 anos, em 2003. Nessa época, Bol­so­naro já estava na vida polí­tica havia 15 anos. Há 23 anos na polí­tica, Flá­vio con­vi­veu com mili­ta­res durante o governo do pai, mar­cado pela rixa entre os núcleos fami­liar e mili­tar.

O gene­ral da reserva Car­los Alberto dos San­tos Cruz, que foi minis­tro da Secre­ta­ria de Governo na ges­tão Bol­so­naro, afir­mou des­co­nhe­cer con­ta­tos de Flá­vio com mili­ta­res da ativa e disse que a par­ti­ci­pa­ção de repre­sen­tan­tes das For­ças Arma­das no governo pas­sado foi nega­tiva. Na ava­li­a­ção do gene­ral, uma even­tual ida de mili­ta­res para a equipe de Flá­vio con­fi­gu­ra­ria uma deci­são pes­soal dos esco­lhi­dos, não ins­ti­tu­ci­o­nal.

“Essas par­ti­ci­pa­ções, assim como a minha, é algo muito pes­soal. Não vejo como inte­resse de classe, ins­ti­tu­ci­o­nal, nada disso. Até a expe­ri­ên­cia que (o Exér­cito) teve com o pai dele foi muito nega­tiva. Então, se você é con­vi­dado, você aceita ou não, se qui­ser. É uma coisa pes­soal, mas, pelo que acon­te­ceu, a expe­ri­ên­cia não foi boa”, decla­rou Santos Cruz.

Sem con­tato com inte­gran­tes da famí­lia Bol­so­naro desde 2019, o gene­ral disse acre­di­tar que a par­ti­ci­pa­ção de mili­ta­res na ges­tão Bol­so­naro não repre­sen­tou uma man­cha ins­ti­tu­ci­o­nal para as For­ças Arma­das. “A res­pon­sa­bi­li­dade é indi­vi­dual, não ins­ti­tu­ci­o­nal. No final do filme, o Exér­cito disse ‘não’ a qual­quer ideia de não seguir o pro­cesso regu­lar. O pro­blema é que o ex-pre­si­dente ten­tou arras­tar de qual­quer maneira as For­ças Arma­das para o jogo polí­tico. Ele não pre­ju­di­cou só o pes­soal mili­tar, pre­ju­di­cou muita gente, por falta de equi­lí­brio”, afir­mou. No ano pas­sado, Bol­so­naro e mili­ta­res de alta patente foram con­de­na­dos por tra­mar um golpe.

O gene­ral disse ainda ter von­tade de vol­tar à vida polí­tica, não des­car­tou uma can­di­da­tura em 2026 e defen­deu a par­ti­ci­pa­ção de mili­ta­res na polí­tica, desde que não se envol­vam no que cha­mou de “poli­ti­ca­gem”. “Não tem pro­blema nenhum. (A can­di­da­tura do) Mili­tar, ou de car­rei­ras de Estado, ou qual­quer outra pro­fis­são, não é poli­ti­za­ção. Isso é polí­tica. É nor­mal. O pro­blema é a poli­ti­ca­gem ten­tar inva­dir as ins­ti­tui­ções”, afir­mou San­tos Cruz. Com informações do portal Estadão.

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