Terça-feira, 07 de Abril de 2026

Home Política Em cinco anos no Supremo, família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis e triplicou patrimônio

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Nos últimos cinco anos, a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes desembolsou R$ 23,4 milhões na compra de imóveis — todas as operações quitadas à vista — e triplicou o patrimônio imobiliário desde que o magistrado assumiu uma vaga na mais alta corte do país. Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, são hoje donos de 17 propriedades avaliadas em R$ 31,5 milhões, ante os R$ 8,6 milhões em 12 imóveis que tinham quando o então presidente Michel Temer (MDB) indicou Moraes para o STF, em março de 2017. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

Entre 2021 e 2025, o casal investiu R$ 23,4 milhões em novos imóveis, quantia que representa mais de dois terços de tudo o que gastaram no mercado imobiliário em quase três décadas. Todas as compras foram quitadas à vista, segundo contratos registrados em cartório em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

No total, ao longo de 29 anos, os Moraes desembolsaram R$ 34,8 milhões na aquisição de 27 propriedades. A diferença em relação ao valor atual dos imóveis se explica pelas vendas realizadas ao longo do tempo.

O salário de Moraes no STF é de R$ 46 mil mensais, valor 39% superior aos R$ 33 mil que recebia antes de assumir o cargo. Antes do tribunal, ocupou cargos como ministro da Justiça, secretário estadual e municipal e membro do Ministério Público, todos remunerados próximo ao teto do funcionalismo público.

Holding familiar

Parte das transações mais recentes foi conduzida pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma sociedade limitada que funciona como holding familiar para administrar o patrimônio do grupo. A empresa tem como sócios Viviane e os dois filhos do casal, Alexandre e Giuliana. Embora o ministro não conste formalmente como sócio, o regime de comunhão parcial de bens adotado no casamento faz com que os ativos adquiridos durante a união integrem o patrimônio comum.

Entre as aquisições mais expressivas está uma mansão de 776 metros quadrados no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, comprada em agosto do ano passado por R$ 12 milhões da Construtora Modelo. O pagamento foi dividido em duas transferências de R$ 6 milhões cada.

Quatro meses antes, o casal havia adquirido um apartamento em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, que se soma a uma unidade no mesmo condomínio comprada em 2014. Os dois imóveis, lado a lado, totalizam 727 metros quadrados e custaram R$ 8 milhões.

Já em março deste ano, o Lex Instituto concluiu a compra de um apartamento de 86 metros quadrados no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 1,05 milhão — R$ 166 mil pagos como sinal em fevereiro e o restante quitado via Pix em 9 de março.

Em São Paulo, os Moraes concentram sete imóveis, entre eles dois apartamentos no Jardim América adquiridos em 2021 por R$ 3 milhões cada, ambos pagos à vista, conforme consta nas escrituras. A família mantém ainda quatro lotes em São Roque, no interior paulista, totalizando 1.250 metros quadrados.

Escritório 

A expansão patrimonial ocorre enquanto o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado por Viviane, amplia a atuação. Desde que o marido assumiu assento no STF, o número de processos da advogada em tribunais superiores saltou de 27 para 152, incluindo ações no próprio STF e no Superior Tribunal de Justiça.

No final do ano passado, a banca abriu filial em Brasília e, em 2025, adquiriu uma sala comercial no Edifício Terra Brasilis, no centro da capital federal, por R$ 350 mil. O escritório também detém 4% de uma sala no Edifício Diâmetro, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, arrematada em leilão judicial.

A atuação da firma ganhou visibilidade — e críticas — após a revelação de um contrato com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões por três anos. (Com informações do jornal O Globo)

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