Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025

Home Política Em crise com o Partido Liberal, Eduardo Bolsonaro já busca nova sigla

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Eduardo Bolsonaro passou a buscar um novo partido para se filiar, segundo aliados que acompanham os movimentos do filho de Jair Bolsonaro. A movimentação ocorre em meio a um crescente mal-estar entre o deputado federal e a direção do Partido Liberal (PL), legenda à qual está filiado atualmente.

Vivendo nos Estados Unidos desde março, onde tem mantido agendas políticas e encontros com expoentes da direita americana, Eduardo tem compartilhado com seus auxiliares a percepção de que o clima no PL se tornou insustentável. Ele avalia que seria o momento de trocar de legenda antes que a crise interna comprometa seus planos políticos futuros. O que mais incomoda Eduardo, segundo seu grupo, é a convicção de que o partido estaria atuando, nos bastidores, para enfraquecer Jair Bolsonaro politicamente e deixá-lo refém da sigla.

Essa leitura é reforçada pela ideia de que parte da cúpula do PL, em articulação com líderes do Centrão, deseja promover uma transição no comando simbólico da direita no país. Na leitura de Eduardo, lideranças do PL, em articulação com partidos do Centrão, têm atuado para retirar o ex-presidente da cena política e substituí-lo por outro nome da direita, como o governador Tarcísio de Freitas. O deputado tem repetido que o novo escolhido seria “um candidato alinhado ao sistema”, em contraste com o que ele e seus aliados chamam de “projeto conservador de ruptura”.

Nessa quinta-feira (28), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esteve na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, um dos temas centrais da conversa foi a necessidade de buscar um substituto para Eduardo na disputa pelo Senado em São Paulo, cargo que o deputado almeja nas eleições de 2026. A avaliação de Valdemar é que dificilmente o deputado conseguirá se viabilizar para as eleições de 2026, dadas as dificuldades jurídicas e políticas que enfrentaria dentro da legenda.

A possível candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência pelo PL, hipótese considerada cada vez mais concreta, tem acirrado os ânimos. Ainda nesta semana, Eduardo sinalizou que pretende concorrer ao Palácio do Planalto por outro partido, caso o atual governador de São Paulo se filie ao PL com esse objetivo. A decisão de Eduardo seria uma resposta direta ao que considera uma manobra para minar a influência de sua família dentro da sigla.

Nos Estados Unidos, o principal aliado de Eduardo, o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo, disse à coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, que, se Tarcísio migrar para o PL para concorrer à Presidência, Eduardo deixará a legenda e se lançará como adversário por outra sigla. Figueiredo é apontado como conselheiro próximo do deputado e tem atuado como interlocutor entre Eduardo e setores conservadores da direita americana.

Diante da crise interna, no PL, bombeiros políticos entraram em campo para tentar pacificar os ânimos e melhorar a relação entre Eduardo e a cúpula da legenda, especialmente com Valdemar Costa Neto. Na última terça-feira (26), o deputado federal Altineu Côrtes (RJ), um dos nomes mais próximos ao presidente do partido, se reuniu com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, numa tentativa de amenizar o impasse e evitar um racha público que possa prejudicar a imagem da sigla às vésperas das articulações eleitorais de 2026. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)

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