Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de janeiro de 2026
Desde a instalação dos contêineres verdes para resíduos recicláveis em Porto Alegre, em março do ano passado, 107 das 450 unidades foram propositalmente incendiadas. Os modelos – em polietileno de alta densidade (Pead) – fazem parte da área-teste da nova coleta seletiva e custam R$ 12,8 mil cada um, gasto que sobe para cerca de R$ 20 mil se contabilizadas a limpeza e outros gastos a cada substituição – o prejuízo é de R$ 2,14 milhões até agora.
Os ataques mais recentes foram cometidos domingo (4), nas ruas Alberto Torres (bairro Cidade Baixa) e Bento Martins (Centro Histórico). Outras duas ocorrências já haviam sido registradas neste mês, nas ruas Luiz Afonso e Sarmento Leite (também na Cidade Baixa). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) fez o registro policial dos casos.
De acordo com a prefeitura, a prioridade tem sido a manutenção dos equipamentos, a fim de que a implantação do serviço de coleta não sofra atrasos e outros problemas. A lista de locais e datas das ocorrências pode ser consultada por meio de link no site prefeitura.poa.br.
Também foram atingidos, ao longo do ano passado, ao menos 60 contêineres identificados pela cor cinza e cuja finalidade é receber resíduos orgânicos e rejeitos. O predomínio do uso de metal nesses equipamentos, porém, evitou que a perda fosse total – o trabalho de recuperação abrange nova pintura e readesivagem.
Vandalismo X avanço
Práticas inadequadas impactam diretamente o espaço urbano e geram despesas extras, como custos adicionais com recolhimento de resíduos e manutenção da limpeza. O diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, ressalta que a ação de vândalos acaba atingindo um um avanço significativo na qualificação dos serviços de limpeza urbana da capital gaúcha:
“O DMLU está investindo mais de R$ 84,5 milhões neste contrato, com foco em melhorar a coleta de resíduos, ampliar a eficiência operacional e garantir uma cidade mais limpa e organizada para todos. No entanto, é importante destacar que os resultados desse esforço não dependem apenas do poder público”.
Ele aproveita para reforçar a importância da colaboração da comunidade para coibir esse tipo de prática: “Além das ações de fiscalização já em andamento, contamos com o engajamento dos cidadãos, especialmente com o registro de denúncias por meio do sistema 156. Isso é fundamental para identificar os responsáveis e garantir que os investimentos realizados se traduzam em benefícios reais à cidade”.
(Marcello Campos)