Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de fevereiro de 2026
A última parada da taça da Copa do Mundo no Brasil foi no Palácio do Planalto, onde o troféu foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (26). Além do presidente, a solenidade contou com a presença de campeões mundiais como Cafu, Branco, Pepe, Jairzinho e Edmílson. Durante o evento, o presidente enalteceu a passagem da taça pelo Brasil. Antes de chegar à capital federal, a taça da Copa do Mundo passou por Rio de Janeiro e São Paulo. Para além do âmbito esportivo, o evento desta quinta-feira foi marcado por fortes pronunciamentos contra a violência contra a mulher.
Durante o evento desta quinta-feira, o presidente Lula falou sobre o retrospecto brasileiro nas Copas do Mundo desde 1950, e brincou sobre o jejum de títulos mundiais do Brasil entre os homens que, em 2026, chegará a 24 anos, igualando o maior período do país sem vencer o Mundial. O presidente, porém, mostrou otimismo sobre a participação brasileira na Copa do Mundo de 2026.
“Conversei com o Ancelotti e achei ele uma figura extremamente séria, com a cabeça no lugar. E quando um técnico tem seriedade, normalmente os jogadores sabem que têm responsabilidade. Então estou convencido de que vamos ganhar essa Copa”, cravou.
Originalmente, a taça da Copa do Mundo Feminina, que será disputada no Brasil em 2027, também seria exposta. Um problema logístico, entretanto, impediu que o troféu fosse exibido. Durante a solenidade, o ministro do Esporte, André Fufuca (PP/MA) deu um recado sobre a expectativa para o Mundial Feminino de 2027. Segundo ele, o recado que o Brasil pretende passar ao mundo vai além do evento esportivo.
“O Brasil teve a alegria de ter a alegria de ter a rainha e o rei do futebol. E o futebol vai servir no momento em que o mundo inteiro, nós mostraremos que o Brasil vai unir o mundo inteiro. Aqui no Brasil, não se aceita feminicídio, não se aceita violência contra a mulher. Essa não é uma batalha apenas das mulheres, é uma batalha de todos nós”, afirmou o ministro.
“Tenho certeza que a Copa Feminina vai ser transformadora. Não só para as nossas pioneiras, que pegaram momentos bem piores que o meu, mas que precisam ser reconhecidas. Espero que pós-2027, o futebol feminino tenha espaço, reconhecimento por todos. Temos mulheres trabalhando em outras funções e que precisam ser reconhecidas, que 2027 possa deixar um legado”, completou a ex-jogadora Formiga, recordista em participações em Copas do Mundo, com sete Mundiais disputados.
De Brasília, a taça segue para a América do Norte, onde ficará em exposição no México, um dos três países-sede da próxima Copa do Mundo, junto com Estados Unidos e Canadá. Mundial que terá formato inédito em 2026, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes e, pela primeira vez na história, será disputado em três países.