Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

Home Sem categoria Em meio a protestos na Alemanha, príncipe herdeiro do Irã pede apoio internacional a seu país

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Enquanto cerca de 250 mil pessoas participavam de um protesto em Munique (Alemanha), o príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, pediu que a comunidade internacional apoie o povo do país árabe. A manifestação pública foi realizada em paralelo a um encontro de líderes mundiais e atendeu a um chamado do próprio monarca exilado, de 66 anos, que defende maior pressão internacional sobre o regime de Teerã.

Com tambores, bandeiras e gritos por mudança de regime, o ato fez parte do que Pahlavi chamou de “dia global de ação” em apoio aos iranianos após protestos nacionais que deixaram mortos. Ele também convocou mobilizações em Los Angeles e Toronto. A polícia afirmou que o público superou a expectativa dos organizadores.

A multidão entoou palavras de ordem como “mudança, mudança, mudança de regime” e exibiu bandeiras verde-branco-vermelhas com os símbolos do leão e do sol, usados pelo país antes da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a dinastia Pahlavi.

Reza Pahlavi, 66 anos, é um político iraniano e dissidente exilado nos Estados Unidos. Nascido em Teerã, é o filho mais velho do último líder da dinastia Pahlavi, o xá (rei) Mohamed Reza Pahlavi (1919-1980), que governou o país com o respaldo dos Estados Unidos de 1941 até 1979, quando foi derrubado pela Revolução Islâmica que colocou no comando os fundamentalistas religiosos conhecidos como “aiatolás”.

Risco de mais mortes

Em entrevista coletiva, Pahlavi alertou para o risco de mais mortes caso “as democracias apenas observem” a repressão do governo iraniano aos protestos do mês passado:

“Nos reunimos em um momento de profundo perigo para perguntar: ‘O mundo ficará ao lado do povo do Irã?’ A permanência do atual governo envia um sinal claro a qualquer tirano: mate pessoas suficientes e você continuará no poder”.

No protesto em Munique, alguns manifestantes usaram bonés vermelhos com o slogan “Make Iran Great Again”, em referência ao lema político popularizado por apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O senador americano Lindsey Graham estava entre os que usavam o acessório e discursou para o público.

Cartazes com imagens de Pahlavi também foram vistos na manifestação, alguns chamando-o de rei. Filho do xá deposto, ele vive no exílio há quase 50 anos e tenta se apresentar como uma figura relevante no futuro político do país. Os manifestantes gritaram “Pahlavi para o Irã” e “democracia para o Irã”, enquanto tocavam tambores e címbalos.

Um dos participantes, Daniyal Mohtashamian, que viajou de Zurique, disse que queria representar os iranianos que enfrentam repressão dentro do país: “Há um apagão de internet, e as vozes deles não conseguem sair do Irã”, afirmou.

Em Toronto (Canadá), cerca de 350 mil pessoas também marcharam como parte do chamado Dia Global de Ação, de acordo com a polícia local. Cerca de 500 pessoas também protestaram em frente ao palácio presidencial em Nicósia, no Chipre, com faixas contra o governo iraniano e a favor de Pahlavi.

A Human Rights Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, afirma que ao menos 7.005 pessoas morreram nos protestos do mês passado, incluindo 214 integrantes das forças de segurança. O grupo diz se basear em uma rede de ativistas no país para verificar os dados.

O governo iraniano divulgou apenas um balanço oficial, em 21 de janeiro, informando 3.117 mortos. Autoridades iranianas já foram acusadas anteriormente de subnotificar vítimas em períodos de agitação. A Associated Press não conseguiu verificar de forma independente o número de mortos, já que o acesso à internet e as comunicações internacionais foram interrompidos no Irã.

O país também voltou a sofrer pressão de Trump, que ameaçou ação militar e quer que Teerã reduza ainda mais seu programa nuclear. Na sexta-feira, ele afirmou que uma mudança de regime no Irã “seria a melhor coisa que poderia acontecer”. (com informações do portal O Globo)

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