Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 2 de agosto de 2026
“O povo gaúcho, que mantém a tradição, a dignidade, a palavra dada e a coragem, não vai ficar levantando bandeira para quem desonrou a sua própria candidatura por escândalos que não consegue explicar no momento”, afirmou o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD.
Ao lado do governador Eduardo Leite, do seu candidato a vice Gilberto Kassab, Caiado esteve neste domingo em Porto Alegre para prestigiar o lançamento da chapa do vice-governador Gabriel Souza (MDB), coligado com o deputado estadual Ernani Polo (PSD) a vice, e os candidatos ao Senado Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD).
Na convenção do PSD, governador Eduardo Leite pede apoio a Ronaldo Caiado para presidente
“Quero que cada um que está aqui vá às ruas fazendo pelo Caiado a mesma mobilização que faria por mim se eu fosse candidato. Está aqui alguém que é democrata, respeita a nossa democracia. Superar esse capítulo triste que a gente vive na polarização do país”, afirmou o governador Eduardo Leite.
Para o governador, o nome de Ronaldo Caiado surge como alternativa contra a polarização e para barrar o projeto de continuidade do PT:
“Se a gente não quer realmente que o PT esteja lá, tem que botar lá alguém que não deixe o PT voltar. Porque já elegeram um que deixou o PT voltar depois. Se não colocar lá quem tem a capacidade de governar, de liderar o país, o PT volta. É isso o que aconteceu na última eleição, e é esse, portanto, o nosso compromisso aqui: não apenas tirar o PT, mas colocar no lugar alguém que tem capacidade para levar o nosso Brasil em direção ao futuro e não deixar mais que volte o projeto errado que eles representam, levam o nosso país para a bancarrota, para quebrar”, afirmou o governador.
Ronaldo Caiado, desde a UDR até a segunda candidatura à Presidência da República
Ronaldo Caiado, que é médico e produtor rural em Goiás, e, desde 1985, quando ajudou a criar a UDR (União Democrática Ruralista) para contrapor o MST, que invadia terras impunemente em todo o país, veio muitas vezes ao Rio Grande do Sul. Algumas delas em 1989, quando foi candidato a presidente numa eleição que também teve Lula (PT) e foi vencida por Fernando Collor. Recebeu menos de 1% dos votos. Eram 22 candidatos na primeira eleição direta após a ditadura militar. Caiado relembrou ontem, em Porto Alegre, a contribuição do Rio Grande do Sul desde as primeiras experiências com a soja em Santa Maria e a contribuição do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
“Essa contribuição foi fundamental para o enriquecimento da agricultura brasileira”, afirmou Caiado.
PP oficializa chapa de Luciano Zucco e Silvana Covatti ao Piratini
O Progressistas oficializou, sábado, em sua convenção partidária, a deputada estadual Silvana Covatti como candidata a vice-governadora na chapa liderada pelo deputado federal Luciano Zucco (PL) na disputa ao Governo do Rio Grande do Sul. O evento consolidou a participação da sigla na aliança de centro-direita “O Rio Grande Pode Mais”, que também reúne os partidos Novo, Republicanos, Podemos, Democracia Cristã e Democrata. Primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa e a comandar a Secretaria Estadual da Agricultura, Silvana Covatti destacou o simbolismo da indicação. “Chego a este desafio com a experiência de quem sempre trabalhou pelo Rio Grande do Sul. Estou nesta missão com coragem e determinação para ajudar o nosso estado, valorizando as famílias, os homens e as mulheres. Quero ser a vice-governadora que será a ponte entre os 497 municípios e o governo”, afirmou Silvana.
PP aprovou apoio a Flávio Bolsonaro para presidente
Durante a convenção de sábado, o Progressistas-RS aprovou seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, consolidando o compromisso da sigla com o projeto de direita para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. Por vídeo, Flávio Bolsonaro também falou aos presentes, agradecendo o apoio ao seu nome no pleito. Durante o ato, o presidente Covatti Filho também entregou ao candidato a governador Luciano Zucco uma procuração assinada por 92% dos prefeitos progressistas que declararam apoio à candidatura.
Convenção do MDB confirmou a coligação “Nosso Rio Grande Não Para”
Na convenção que aprovou sua candidatura ao governo do Estado, o atual vice-governador Gabriel Souza afirmou que “há 27 anos, escolhi o MDB para começar minha caminhada na política. Hoje, o partido me confia a maior missão da minha vida: representar essa história como candidato a governador do Rio Grande do Sul. Recebo essa responsabilidade com emoção, humildade e coragem. Vamos preservar o que deu certo e avançar ainda mais”. A convenção aprovou a coligação “Nosso Rio Grande Não Para”, formada por MDB, PSD, Federação Renovação Solidária (PRD-Solidariedade) e AGIR, que indica Ernani Polo ao cargo de vice-governador e Frederico Antunes à segunda vaga ao Senado, ambos do PSD. Presente na convenção, o governador Eduardo Leite (PSD) disse que a coligação dos partidos não se trata de um projeto de poder, mas de Estado. “O que nos une são os enormes desafios que temos pela frente. Temos projeto e sabemos o que precisa ser feito. Oferecemos os quadros políticos mais capazes para liderar o RS nos próximos anos.”
Só se fala em eleições. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul está perdendo o maior investimento da história?
Uma campanha eleitoral que, por ora, só trata de perfumaria e de vaidades pessoais está ignorando um tema decisivo para o Rio Grande do Sul: o maior investimento da sua história. Após o procurador federal Ricardo Gralha Massia rejeitar um acordo sobre o Projeto Natureza, está definitivamente ameaçado o investimento de R$ 27 bilhões que inclui uma nova fábrica de celulose e milhares de empregos no Rio Grande do Sul. As tentativas de diálogo foram muitas, com o apoio de entidades e do próprio procurador-chefe do Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul, Felipe Müller. A empresa chilena propôs formalmente a retomada do diálogo, mas o procurador Gralha não aceitou: ele pede uma consulta bem mais ampla a indígenas, quilombolas e pescadores do Estado, o que a empresa considera ser inviável. Trata-se de exigência que não foi solicitada inicialmente sequer pela Funai, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas. A oportunidade do investimento, que leva em conta o mercado internacional, está sob risco e depende da decisão da direção global da CMPC de investir no Rio Grande do Sul. (Por Flavio Pereira – @flaviorrpereira)
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