Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
Um grupo de nove procuradores de Justiça do Ministério Público de Roraima recebeu, em dezembro, rendimento líquido na média de R$ 240 mil cada um, ou sete vezes o teto do funcionalismo pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 35 mil líquidos.
No total, os nove ganharam R$ 2.151.897,47 líquidos, o que equivale a 1.489 rendimentos mensais domiciliares per capita no Estado, considerando o valor médio de R$ 1.445, segundo dados do IBGE.
Promotores também receberam valores acima de R$ 200 mil líquidos em dezembro. Os procuradores e os promotores são membros do Ministério Público – aqueles atuam perante o Tribunal de Justiça; esses, nas varas e comarcas da primeira instância.
As informações sobre os supersalários constam do Portal da Transparência do Ministério Público de Roraima. Os contracheques mais volumosos de procuradores resultam da soma do salário regular – formalmente denominado subsídio – com verbas classificadas como indenizatórias e outras rubricas de vantagens.
No topo da lista aparece Alessandro Tramujas Assad, da 2.ª Procuradoria de Justiça Criminal e da Subprocuradoria de Justiça para Assuntos Administrativos, com R$ 244.587,40 líquidos. Em seguida vem Fábio Stica (R$ 242.132,07). Na sequência, Stella Maris Kawano Davila, da 4.ª Procuradoria de Justiça Criminal, e Cleonice Maria Andrigo Vieira da Silva, da 1.ª Procuradoria de Justiça Cível e da Ouvidoria-Geral, tiveram rendimentos líquidos muito próximos, de R$ 240.097,07 e R$ 240.044,93, respectivamente. Roselis de Sousa, da 1.ª Procuradoria de Justiça Criminal, recebeu R$ 238.576,96.
Depois, Rejane Gomes de Azevedo Moura, da 3.ª Procuradoria de Justiça Criminal, e Carlos Paixão de Oliveira, da 7.ª Procuradoria de Justiça Criminal, com R$ 237.063,27 e R$ 237.011,13. Fecham a lista Elba Christine Amarante de Moraes, da 5.ª Procuradoria de Justiça Criminal e da Corregedoria-Geral, e Janaína Carneiro Costa, da 6.ª Procuradoria de Justiça Criminal, ambas com R$ 236.192,32 líquidos.
Apesar dos valores elevados, não há registro de desconto por “retenção por teto constitucional” nos contracheques. O campo consta na aba de descontos, mas aparece zerado em todas as folhas de pagamento examinadas.
As “verbas indenizatórias” não beneficiaram apenas os procuradores. Em dezembro, pelo menos 16 promotores receberam rendimentos líquidos acima de R$ 200 mil – três deles ganharam mais de R$ 210 mil.
O maior valor foi pago a Luis Carlos Leitão Lima, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (1.ª Titularidade), que recebeu R$ 212.854,21 líquidos. Na sequência aparecem Carla Cristiane Pipa, lotada na Procuradoria-Geral de Justiça, com R$ 210.531,48, e Luiz Antônio Araújo de Souza, da Promotoria de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (2.ª Titularidade), com R$ 210.680,89. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)