Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026

Home Mundo Entenda por que os Estados Unidos não apoiam a principal opositora de Maduro

Compartilhe esta notícia:

Enquanto o Secretário de Estado Marco Rubio, no domingo (4), elogiava a ganhadora do prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, e seu movimento democrático, ele disse que a realidade da situação é que a maioria da oposição deixou o país. A avaliação reflete, segundo ele, as dificuldades práticas para qualquer articulação política imediata dentro do território venezuelano após anos de repressão, prisões e exílio forçado de lideranças opositoras.

“A realidade imediata é que, infelizmente e tristemente, a grande maioria da oposição não está mais presente dentro da Venezuela. Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente,” disse Rubio em uma entrevista a uma emissora americana. Para o secretário de Estado, o cenário exige decisões rápidas e pragmáticas, diante do vácuo político interno e da instabilidade institucional deixada pela captura de Nicolás Maduro.

No sábado (3), enquanto anunciava a operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro, Trump foi questionado se sabia a localização de Machado e se havia entrado em contado com ela. O presidente disse não saber onde a opositora estaria e que acreditava que ela não teria apoio do país para governá-lo, destacando limitações políticas internas que, em sua visão, dificultariam uma transição liderada por Machado.

“Eu acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem o apoio, nem o respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito”, disse o republicano. A declaração evidenciou um contraste entre o discurso da Casa Branca e o posicionamento do Departamento de Estado em relação às figuras da oposição venezuelana.

Rubio, por sua vez, argumentou que aqueles que permanecem no governo de Maduro, incluindo a vice presidente Delcy Rodríguez, serão “muito mais conformistas” do que Maduro após sua captura. Segundo ele, a ação americana teria alterado o equilíbrio de poder dentro do aparato estatal venezuelano, gerando maior cautela entre autoridades civis e militares que continuaram no país.

“Nós fomos lá, pegamos ele (Maduro). Ele foi preso, e agora está em Nova York. Nenhum americano foi morto, nenhum equipamento foi perdido. Tinha que ser feito, e foi feito. E eu garanto a vocês, as pessoas que ficaram para trás na Venezuela, agora que estão no comando da polícia e de tudo o mais, garanto que elas provavelmente serão muito mais conformistas do que Maduro foi, como resultado disso,” disse Rubio. A fala reforçou a narrativa de que a operação teria produzido efeitos dissuasórios imediatos.

Os EUA e a maioria dos governos ocidentais reconhecem Edmundo González Urrutia, aliado de María Corina Machado que está em exílio autoimposto na Espanha, como o legítimo vencedor das eleições presidenciais contestadas de 2024 na Venezuela. Para Washington, esse reconhecimento continua sendo a base formal de sua política em relação ao país.

Marco Rubio ligou para González e Machado logo após se tornar secretário de Estado em janeiro de 2025, com seu porta-voz se referindo a González como “o legítimo presidente da Venezuela”. (Com informações da CNN)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Entenda por que os Estados Unidos não apoiam a principal opositora de Maduro
Saiba quem é o juiz de 92 anos que conduzirá o caso de Maduro nos Estados Unidos
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa Na Tarde