Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de janeiro de 2026
“A minha candidatura é para governador do Rio Grande do Sul. Se fosse para vice, eu teria permanecido até abril no governo”, afirmou o deputado estadual Ernani Polo, que anunciou ontem, em um grande evento no Salão Júlio de Castilhos, a prestação de contas e a sua saída da Secretaria do Desenvolvimento Econômico para organizar sua pré-candidatura ao Palácio Piratini. O deputado, agora, deverá retornar ao seu mandato na Assembleia Legislativa.
Ernani Polo conversou com o jornalista Flavio Pereira e disse que “a candidatura é para valer. Acho que tem um espaço para trabalhar. Hoje eu posso não ser um nome tão conhecido, mas isso é um trabalho que começa a ser feito a partir de agora”.
O primeiro passo, segundo ele, será iniciar a elaboração de um projeto de governo. Para isso, ele convidou o ex-presidente da Assembleia Legislativa Otomar Vivian, que irá coordenar esse trabalho.
Em outra frente, Ernani quer sensibilizar a direção do partido para adiar a reunião marcada para o próximo dia 20, com a pauta do debate do processo eleitoral deste ano. Disse que “confio na sensibilidade do partido, pois temos um curto espaço de tempo. Vamos ver se o presidente – deputado Covatti Filho – terá a sensibilidade de adiar”. Para isso, ele disse que tem o apoio de deputados das bancadas estadual e federal para transferir a data do encontro.
Ernani Polo se mostra animado com as manifestações que recebeu de apoio a esse gesto de deixar o governo e assumir a condição de pré-candidato:
São muitas as manifestações que tenho recebido, dentro e fora do partido, e entendo que é preciso ter essa aderência e essa conexão além das fronteiras do partido, que é resultado do trabalho que realizamos”, afirma.
Governador ou vice no futuro
Embora a ênfase seja se dedicar à campanha como pré-candidato a governador, Ernani Polo também é cogitado para uma aliança como vice de Gabriel Souza (MDB).
PP pode decidir saída coletiva do governo
O presidente do PP, deputado federal Covatti Filho, vai manter a reunião convocada para a próxima terça-feira, dia 20, para deliberar sobre uma prévia dos rumos do partido na eleição deste ano.
Dentre outros temas na pauta, está a saída do PP, ainda em janeiro, de todos os cargos que ocupa no governo Eduardo Leite.
Ausências e presenças do Palácio Piratini
O presidente e o vice do PP, deputados federais Covatti Filho e Afonso Hamm, não compareceram ontem ao evento de prestação de contas do deputado Ernani Polo no Palácio Piratini. Dirigentes de federações e entidades dos diversos setores da economia entregaram, na solenidade, uma placa de agradecimento à gestão de Ernani Polo.
Dois momentos das histórias do Pix
A expectativa: o governo Lula pede à PF que investigue Nikolas Ferreira por fake news sobre o monitoramento do Pix.
A realidade: o Jornal Nacional confirmou que a Receita Federal ampliou a fiscalização e vai monitorar o Pix e pagamentos feitos por aproximação.
Pimenta apresenta proposta para apurar irregularidades na renegociação das dívidas do crédito rural
O deputado federal Paulo Pimenta (PT) protocolou ontem duas Propostas de Fiscalização e Controle (PFCs) na Câmara dos Deputados para apurar possíveis irregularidades na renegociação de dívidas do crédito rural por instituições financeiras que operam com recursos públicos.
As propostas foram apresentadas nas Comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Finanças e Tributação e pedem a atuação conjunta do Tribunal de Contas da União (TCU) para verificar se bancos públicos, privados e cooperativas estão cumprindo as regras do Manual de Crédito Rural, editado pelo Banco Central.
Na prática, o que está em jogo é a forma como dívidas de produtores rurais vêm sendo renegociadas após quebras de safra causadas por eventos climáticos, como secas, enchentes e geadas.
Segundo denúncias recebidas por Pimenta, produtores que têm direito legal ao alongamento da dívida estariam sendo obrigados a contratar novos empréstimos, com juros mais altos e condições mais pesadas, em vez de terem seus contratos prorrogados nos termos originais.
“Trata-se de cumprir a lei e proteger quem produz”, afirma Pimenta.
Febraban reafirma: “Bancos não precisam e não dependem de juros altos para alcançar rentabilidade”
Em nota ao jornalista Flavio Pereira, a Febraban – Federação Brasileira de Bancos avalia o índice do IPCA de 2025:
“O IPCA de 2025, com alta de 4,26%, traduz não só a inflação dentro do intervalo superior da meta, mas também revela que o melhor resultado nominal desde 2018 decorre do trabalho exitoso da autoridade monetária, que, com firmeza, enfrentou os vetores de maior pressão inflacionária, consolidando uma dinâmica de desinflação.
Além de ter trazido de volta a inflação corrente aos limites da meta, embora o alvo mandatório seja perseguir o centro, a atual gestão do BC teve ainda avanços relevantes na reancoragem das expectativas dos agentes de mercado, que, no início de 2025, projetavam uma inflação de 4,90%, resultado que ficaria acima do teto.
Reconhecer o mérito do BC no processo de desinflação ainda em curso não significa celebrar uma taxa Selic de 15,0% ao ano. Por outro lado, diante de um ciclo mais agressivo de alta de juros, a que o Banco Central se viu na contingência de aplicar, é razoável dar um voto de confiança à autoridade monetária, que detém a expertise necessária para enxergar todas as variáveis e nuances do comportamento da inflação. Isso, repita-se, não implica concordância com a Selic atual, mas apenas conferir ao BC a legitimidade decisória e técnica.
A Febraban reafirma o que tem dito publicamente: bancos não precisam e não dependem de juros altos para alcançar rentabilidade. Mas é certo que o Brasil precisa de um ambiente macroeconômico com inflação baixa, estável e previsível, e isso só se faz com um Banco Central técnico e independente, com total autonomia para a condução da política monetária, como tem agido o BC brasileiro.
Isaac Sidney – presidente da Febraban.”
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