Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de junho de 2026
A morte da jovem lançada de uma ponte sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump, no último sábado (13), repercutiu na imprensa internacional.
A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), no interior de São Paulo, e foi registrada em vídeo por testemunhas.
O jornal argentino Clarín, um dos veículos de imprensa mais tradicionais e influentes do país, repercutiu o caso destacando as circunstâncias da queda e a ausência de equipamentos de segurança durante o procedimento. Segundo a publicação, a “jovem foi lançada ao vazio sem cordas e morreu devido aos ferimentos sofridos na queda”. O veículo ressaltou a gravidade do ocorrido e a comoção provocada pela morte da vítima.
Também da Argentina, o La Nación deu destaque ao episódio e afirmou que a tragédia causou grande repercussão. O jornal reforçou que a morte da jovem chocou todo o Brasil, chamando atenção para a dimensão do caso e para a mobilização causada após o acidente.
Nos Estados Unidos, a NBC News informou que a vítima foi lançada sem os equipamentos de proteção necessários para a realização da atividade. A emissora também noticiou a prisão dos três homens envolvidos no episódio, detalhando as investigações conduzidas após a ocorrência.
O jornal britânico Daily Mail classificou o episódio como um “erro mortal” e destacou os desdobramentos da investigação. A publicação também mencionou a tentativa de fuga dos homens responsáveis por lançar a jovem, ressaltando as suspeitas levantadas pelas autoridades após o acidente.
Tragédia
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo “a corda” e “gente, a corda”.
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.
Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela.
Seis pessoas foram detidas. Em depoimento à polícia, os três instrutores, que foram atuados em flagrante e seguem presos, não souberam explicar o motivo do erro.
A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima. (Com informações do portal de notícias g1)