Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Home Brasil Especialistas tentam entender o que fez o avião de Marília Mendonça voar tão baixo

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Especialistas em aviação tentam entender o que fez o avião voar tão baixo até bater na linha de transmissão.

O Aeroporto de Ubaporanga, conhecido como Caratinga, tem uma pista de 1.080 metros. A aproximação é feita numa espécie de corredor, com montanhas dos dois lados. E uma linha de transmissão a cerca de 5 km do local.

As investigações indicam que o avião bateu em um desses cabos, um para-raio, que não estava energizado, segundo a companhia elétrica. O que não está claro é por que o avião voava baixo a ponto de bater.

“Ele estava fazendo um voo um pouco abaixo da rampa, por uma decisão que ele achou que deveria ser seguro e manter uma visibilidade horizontal que ele precisava ter”, explica Luiz Eustáquio Morterane, instrutor de voo.

“Então ele tem uma altura da montanha mais a altura da torre. Então ele deveria estar voando 300 pés, ou algo em torno de 100 metros, acima da torre”, diz Roberto Peterka, especialista em segurança de voo.

Há dois alertas para obstáculos próximos ao aeroporto de Caratinga. O primeiro, de 5 de agosto, destaca a presença de um obstáculo, uma torre. O segundo, de 13 de setembro, aponta para um obstáculo, uma antena. Os documentos, chamados de Infotemp, são emitidos pelo Decea.

Em nota, o Decea, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, comunicou que essas informações são públicas e de conhecimento obrigatório para pilotos que pretendem operar no aeródromo de Caratinga.

A nota destaca que os obstáculos que constam no aviso não são os cabos de alta tensão. E completa: “Pelo falo de a linha de transmissão naquele trecho em que ocorreu o acidente estar além dos limites do Plano Básico de Proteção do Aeródromo, esses cabos não fizeram parte da análise, segundo os critérios da Organização de Aviação Civil Internacional”.

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