Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

Home em foco Estados Unidos autorizam uso de coquetel anticovid da AstraZeneca. Remédio é indicado para imunocomprometidos e intolerantes à vacina

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A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o uso do coquetel de anticorpos produzido pela AstraZeneca para prevenir casos de covid-19. O medicamento é indicado apenas para indivíduos com o sistema imunológico fraco, como pessoas com câncer, ou que possuem histórico de efeitos colaterais graves causados pelas vacinas.

O coquetel de anticorpos, chamado Evusheld, está autorizado apenas para adultos e adolescentes que não estão infectados com o novo coronavírus e não foram recentemente expostos a um indivíduo infectado, disse o órgão regulador.

A autorização do tratamento, composto por dois anticorpos monoclonais (tixagevimabe e cilgavimabe), marca um passo significativo para a AstraZeneca, que ainda busca conquistar autorização de uso da sua vacina contra a covid-19 no país.

A vacina produzida pela fabricante contra a covid-19 utilizada em diversos países, inclusive no Brasil, ainda não foi aprovada pelas autoridades norte-americanas.

No mês passado, a AstraZeneca fechou acordo para fornecer ao governo dos EUA 700 mil doses de Evusheld, após estudos revelarem que o medicamento foi capaz de reduzir em 77% o risco de pessoas desenvolverem quaisquer sintomas de covid-19 quando expostas ao vírus.

Enquanto as vacinas dependem de um sistema imunológico intacto para desenvolver anticorpos direcionados e células que combatem a infecção, o Evusheld contém anticorpos feitos em laboratório projetados para permanecer no corpo por meses para conter o vírus em caso de infecção.

O tratamento da AstraZeneca, administrado em duas injeções sequenciais, foi projetado para durar de vários meses a um ano.

Atualmente, as vacinas fornecem a melhor defesa contra covid-19, mas indivíduos imunocomprometidos ou aqueles que têm um histórico de reações adversas graves precisam de uma opção de prevenção alternativa, disse Patrizia Cavazzoni, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

Reforço da Pfizer

Um estudo realizado pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido mostrou que o uso da vacina da Pfizer como dose de reforço gerou proteção de 70% a 75% contra a nova variante ômicron. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (10) e dizem respeito aos casos sintomáticos da doença.

O uso da dose de reforço é necessário, segundo a Agência, porque estudos comprovam que a proteção das vacinas decai após um período de tempo.

“Estas estimativas iniciais deveriam ser tratadas com cautela, mas indicam que, alguns meses após a segunda dose da vacina, existe um risco maior de contrair a variante ômicron em comparação com a linhagem delta”, disse Mary Ramsay, chefe de imunização da Agência.

“Os dados levam a crer que este risco é consideravelmente reduzido após uma vacina de reforço, então peço a todos que recebam seu reforço quando estiverem habilitados”, acrescentou.

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