Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

Home Sem categoria Estados Unidos: bandeira LGBTQIA+ volta a ser hasteada em parque após ordem contrária pelo governo Trump

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A bandeira LGBTQIA+ voltou a tremular no Stonewall National Monument, localizado no bairro Greenwich Village, em Nova York (Estados Unidos). Por ordem do governo do presidente Donald Trump, o símbolo havia sido retirado no início da semana passada, após um memorando emitido em 21 de janeiro pelo Serviço Nacional de Parques, órgão responsável pela administração do monumento.

O documento determinava que apenas as bandeira norte-americana e do Departamento do Interior do país poderiam ser hasteadas em locais sob gestão do órgão – salvo por exceções limitadas. Na quinta-feira (12), porém, o arco-íris voltou a ser içado ao lado da bandeira nacional, sob aplausos de manifestantes. Um protesto contra a retirada do símbolo já havia sido realizado dois dias antes.

“Vencemos! Nossa bandeira representa dignidade e direitos humanos”, declarou Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, após o hasteamento. Autoridades municipais, estaduais e federais acompanharam o ato.

O monumento homenageia os distúrbios de junho de 1969, desencadeados após uma operação policial no bar Stonewall Inn, frequentado pelo público gay. Com duração de quase uma semana, os confrontos – que tinham como pauta o repúdio a abusos da Polícia contra homossexuais – marcaram o início do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+ nos Estados Unidos.

Durante os protestos desta semana, manifestantes reunidos no parque em frente ao monumento classificaram a retirada da bandeira como “um tapa na cara” da comunidade. Nichole Mallete, presente no novo hasteamento, afirmou à agência Reuters: “Então Trump quer tirar nossa bandeira… Que tire! Temos mais 1 milhão para hastear. A comunidade LGBTQ+ não se deixará intimidar”.

“Manobra”

A versão oficial é de que o memorando do governo buscava padronizar as regras para exibição de bandeiras em áreas administradas pelo Serviço Nacional de Parques, restringindo-as basicamente à bandeira dos Estados Unidos, à do Departamento do Interior e, em alguns casos, a bandeiras históricas ou representativas de povos indígenas.

O Departamento do Interior classificou o novo hasteamento como “manobra política”. Em nota, um porta-voz afirmou que o ato demonstraria como autoridades da cidade estariam “desconectadas da realidade” dos problemas enfrentados por Nova York.

Em resposta, o Conselho Municipal da cidade aprovou, na quarta-feira, uma resolução que pede ao Congresso a proteção da história LGBTQ+ em Stonewall. O vereador democrata Chi Ossé, autor da proposta, declarou ao jornal The Advocate que os ataques à memória LGBTQ+ seriam uma distração frente aos desafios políticos atuais. A medida ainda precisa ser votada em plenário.

Trump tem feito críticas frequentes às pautas de identidade de gênero desde a campanha eleitoral. Poucos dias após reassumir o cargo, assinou um decreto reconhecendo apenas dois gêneros oficiais nos Estados Unidos: masculino e feminino. Cerca de um mês depois, o Serviço Nacional de Parques removeu referências a pessoas trans e queer do site oficial do monumento, embora o entorno do local continuasse decorado com bandeiras LGBTQIA+. (com informações de O Estado de S. Paulo)

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