Sexta-feira, 06 de Março de 2026

Home Mundo Estados Unidos divulgam entrevistas com mulher que fez acusações contra Trump no caso Epstein

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na quinta-feira, 5, documentos do Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI) descrevendo diversas entrevistas com uma mulher que fez uma acusação contra o presidente americano Donald Trump. As páginas tinham sido anteriormente retidas do vasto conjunto de documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, devido ao que as autoridades chamaram de determinação equivocada de que eram duplicadas.

As anotações datilografadas relatam entrevistas realizadas pelo FBI em 2019 com a mulher, que disse ter sido agredida sexualmente tanto por Epstein quanto por Trump. Ela se apresentou logo após a prisão de Epstein naquele verão, sob acusações federais de tráfico sexual.

Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. A descrição de ter sido agredida por Trump está entre uma série de acusações não corroboradas contra homens notórios, incluindo o presidente, contidas nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça.

O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos divulgados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às alegações e redigido resumos de cada conversa. No entanto, apenas uma dessas entrevistas – na qual ela descreveu ter sido agredida por Epstein – havia sido incluída na divulgação inicial, levantando questionamentos sobre o motivo da ausência das outras três. Inicialmente, as autoridades disseram que eram duplicatas que tinham sido divulgadas em outros lugares, mas uma revisão posterior determinou que isso não era correto, disseram elas.

A ausência dos memorandos alimentou ainda mais as críticas de alguns legisladores e vítimas de que o governo Trump havia negligenciado sua responsabilidade legal. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro pelo Congresso, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos de investigação relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vítimas.

Em declaração publicada online na quinta-feira, o Departamento de Justiça reconheceu que, além desses memorandos do FBI, identificou cerca de uma dúzia de outros documentos que foram “codificados incorretamente como duplicados”. Além disso, procuradores federais na Flórida determinaram que cinco memorandos de acusação, inicialmente classificados como confidenciais, poderiam ser divulgados com trechos ocultados, informou o departamento.

Quando os arquivos foram tornados públicos no fim de janeiro, as autoridades descreveram o conjunto como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso abrangia alegações não comprovadas. “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020”, afirmou o departamento em comunicado na época, classificando tais alegações como “infundadas e falsas”.

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