Sábado, 24 de Janeiro de 2026

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Os Estados Unidos se retiraram formalmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira (22), cumprindo uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em seu primeiro dia no cargo, na qual se comprometia a deixar a organização internacional que coordena respostas globais a ameaças à saúde pública.

Embora os Estados Unidos estejam se afastando da organização, um alto funcionário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos afirmou a jornalistas na quinta-feira que o governo Trump estava considerando algum tipo de engajamento restrito e limitado com redes globais da OMS que monitoram doenças infecciosas, incluindo a gripe.

Como membro da OMS, os Estados Unidos por muito tempo enviaram cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para participar das decisões internacionais sobre quais cepas incluir na vacina contra a gripe. Uma reunião da OMS sobre a vacina do próximo ano está marcada para fevereiro. O funcionário disse que o governo Trump em breve divulgará como — ou se — participará.

Na quinta-feira, o governo informou que todo o financiamento do governo dos EUA à organização havia sido encerrado e que todos os funcionários federais e contratados designados haviam sido chamados de volta de sua sede em Genebra e de seus escritórios ao redor do mundo.

A situação indefinida da vacina contra a gripe é apenas uma das inúmeras questões de saúde global que ficam em suspenso com a retirada dos Estados Unidos. Especialistas em saúde global estão profundamente preocupados que, caso surja um novo patógeno semelhante ao coronavírus, a falta de coordenação internacional leve a mortes e a uma catástrofe.

Thomas Frieden, ex-diretor do CDC, chamou a decisão de “um erro grave” nas redes sociais, acrescentando: “Ameaças à saúde não respeitam fronteiras, e enfraquecer a cooperação global torna os americanos menos seguros”.

No ano passado, Trump citou o que chamou de “má condução da pandemia de covid-19” por parte da organização como um dos principais motivos para a saída dos Estados Unidos.

O alto funcionário afirmou que os Estados Unidos haviam negociado acordos de compartilhamento de dados com países que pertencem à OMS e que trabalhariam com grupos religiosos e outras organizações não governamentais para monitorar novos vírus. Mas ofereceu poucos detalhes, acrescentando que o governo teria mais a dizer no futuro.

(Com O Estado de S. Paulo)

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