Domingo, 25 de Janeiro de 2026

Home Economia Estrangeiros investiram R$ 12,3 bilhões no mercado acionário brasileiro este mês, quase a metade de tudo o que foi aplicado em 2025

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O ingresso de capital estrangeiro nas ações brasileiras alcançou o montante R$ 12,35 bilhões nessa última semana. O volume já representa quase a metade do registrado em todo o ano passado pela classe de investidores, que somou R$ 25,4 bilhões. É o maior ingresso de capital internacional para um único mês desde novembro de 2023.

De acordo com analistas, o movimento firme de aporte do capital internacional no mercado acionário brasileiro explica o avanço firme dos últimos dias no principal índice da Bolsa, o Ibovespa.

“A alta semanal de 6,5%, movimento que não vimos desde 2020, e basicamente movido pela entrada de capital estrangeiro. É um volume muito forte, o principal motor, que também é visto em outros mercados emergentes”, avalia Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, apontando como razão a escalada das tensões geopolíticas recentes.

No início da semana, o presidente americano Donald Trump ameaçou taxar produtos europeus diante de seu desejo de anexar a Groenlândia ao território americano.

O índice chegou a superar os 177 mil pontos nesta semana, e acumula valorização de 9% em 2026. Isto significa uma valorização onze vezes maior do que uma aplicação atrelada à taxa Selic, hoje em 15%, para o mesmo período, que foi de 0,77%.

E o movimento não está sendo positivo só para o Brasil. Outros índices de países emergentes também estão aproveitando da chamada rotação dos investimentos para fora dos Estados Unidos.

O MSCI EM, índice que replica importantes papéis de países emergentes, acumula alta de 7% desde o início do ano. Um fundo que replica esse índice captou US$ 6,5 bi de dólares só em janeiro.

Levantamento da consultoria Elos Ayta aponta que o Ibovespa é o quarto principal índice com rentabilidade expressiva em 2026. Em dólares, a valorização das principais ações brasileiras é de 12,89%. O Brasil só fica atrás do índice chileno, com 13,91% de alta, do colombiano, com 18,9%, e do peruano, com 20,6% de valorização.

Para o banco americano J.P.Morgan, o fluxo internacional deve seguir positivo. Relatório assinado pelo analista Emy Shayo Cherman, líder de renda variável para mercados emergentes, o Brasil pode receber um ingresso de US$ 25 bilhões diante da alocação ainda baixa por fundos de investimentos internacionais em emergentes. O ciclo de queda de juros, avalia Cherman, pode contribuir ainda mais com o que chamou de “camada de otimismo” sobre o país. (Com informações do Valor Econômico e O Globo)

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